Estudantes da rede estadual de ensino da Bahia fazem os últimos ensaios para os desfiles cívicos de 7 de Setembro. Ao todo, 119 grupos de fanfarra vão participar das celebrações da Independência do Brasil, na capital e no interior do estado.
Em Salvador e na Região Metropolitana, sete escolas devem levar cerca de 430 estudantes aos desfiles. No interior, a participação é ainda maior: 112 escolas de 95 municípios vão mobilizar mais de seis mil integrantes. Entre as cidades citadas na cobertura estão Novo Horizonte, Mucugê, Itabuna, Teixeira de Freitas, Juazeiro, Barreiras e Paulo Afonso. Não há, até o momento, detalhes divulgados por órgãos locais sobre qual fanfarra vai representar Paulo Afonso ou quantos estudantes devem se apresentar na cidade.
Nos ensaios, os alunos afinam instrumentos, repassam o repertório musical e ajustam as coreografias que serão levadas às avenidas. Para as escolas, as fanfarras funcionam como espaço de formação artística, unindo música instrumental, dança e trabalho em equipe.
Maria Eduarda Paixão Santana, de 17 anos, é uma das estudantes que vai se apresentar no Campo Grande, em Salvador. Ela é regente da Fanfarra e Banda Marcial do Colégio Estadual de Tempo Integral Raphael Serravalle, grupo do qual participa há três anos — começou como bombista antes de assumir a regência. Hoje, orienta os colegas durante os ensaios e as apresentações.
"É uma experiência maravilhosa e extremamente prazerosa. Exige muita disciplina, paciência e entrega total. O trabalho em equipe é fundamental", afirma Maria Eduarda.
Colega de grupo, Maria Eduarda do Amor Divino, de 16 anos, atua como bombista e já tinha experiência com percussão antes de entrar na fanfarra, o que ajuda a seguir desenvolvendo essa trajetória dentro do projeto.
"A gente ama fazer isso e trabalha muito em equipe. Treinamos para dar o nosso melhor na avenida, porque o sucesso da banda depende de cada um", diz a estudante.
João Pedro integra o mesmo grupo há um ano e meio. Para ele, o desfile é a chance de mostrar ao público o resultado do trabalho construído ao longo dos ensaios.
"O 7 de Setembro é um momento muito aguardado por todos nós. Queremos transmitir a energia do nosso grupo, porque a música tem o poder de impactar, transformar e tocar profundamente as pessoas", diz João Pedro.







