Os figurinos ainda ganham os últimos ajustes, mas a animação já tomou conta das escolas e creches municipais de Maceió. Na Escola Municipal Tradutor João Sampaio, os ensaios para o 24º Festival Junino da Secretaria Municipal de Educação (Semed) vão muito além da preparação para uma apresentação — representam descobertas, pertencimento e a oportunidade de viver a cultura alagoana dentro da escola.
Entre os dias 2 e 3 de junho, centenas de estudantes de 25 unidades educacionais vão ocupar o palco do Gigantão da Vila Olímpica, na Cambona, levando ao público quadrilhas, coco de roda, folguedos, dança da peneira, dança da fita e outras manifestações populares trabalhadas ao longo do ano nas escolas, especialmente por meio do programa Tempo Integral, com apoio de institutos parceiros.
Haverá apresentações nos dois dias e em três turnos: das 8h30 às 11h40, das 13h às 16h e das 18h30 às 21h30. O evento é aberto ao público e gratuito.
Segundo informações divulgadas pela Semed, o secretário municipal de Educação, João Folha, destacou o significado do festival para além da dimensão artística. "É um momento de valorização das nossas raízes, de fortalecimento da identidade cultural alagoana e de protagonismo dos nossos estudantes", afirmou, convidando a comunidade escolar e a sociedade em geral a prestigiar o evento.
O impacto do festival na vida dos alunos fica claro nos relatos que chegam das escolas. De acordo com a fonte original, a aluna Ana Sofia, da Escola Tradutor João Sampaio, contou que participar dos ensaios de coco de roda tem sido uma experiência única. "Eu queria dançar e aqui na escola estou tendo essa oportunidade, o que está sendo incrível para mim", relatou a estudante.
O professor de Educação Física Rodrigo Pedrosa de Freitas, responsável pelo coco de roda na escola, explicou que a identificação das crianças com a manifestação acontece de forma natural. Segundo ele, "por ser um processo dinâmico, por ter musicalidade, dança e ritmo, mexe muito com a emoção das crianças e com esse instinto de brincar, dançar e se divertir." O trabalho, segundo o professor, envolve instrumentos e figurinos fornecidos pela escola, além da participação ativa das famílias.
Para a diretora-geral da escola, Adriana Firmino, o esforço dos últimos anos tem sido justamente o de fortalecer esse vínculo dos estudantes com as raízes culturais alagoanas. Ela ressaltou a importância do programa Tempo Integral para viabilizar os ensaios no contraturno, sem interferir no horário regular de aulas.
Para o coordenador de Ação Cultural da Semed, Tércio Smith, o Festival Junino vai além das apresentações artísticas e se consolida como uma importante ferramenta de formação cultural e cidadã dentro da rede municipal. "Quando os alunos vivenciam manifestações como o coco de roda, as quadrilhas e os folguedos nordestinos, eles também fortalecem sua identidade, compreendem a história do território onde vivem e ajudam a manter viva a memória cultural do nosso povo", destacou.
O palco escolhido para o festival tem seu próprio simbolismo. O Gigantão da Vila Olímpica, na Cambona, foi inaugurado em março deste ano e é o maior equipamento de educação e esporte de Alagoas, consolidando-se como espaço de desenvolvimento integral que une práticas corporais, culturais e pedagógicas, além de fortalecer a política de educação em tempo integral no município. Agora, será o cenário de uma festa que celebra o que vem sendo construído nas salas de aula — e nos salões de ensaio — ao longo do ano letivo.







