As baianas de acarajé vão poder trabalhar em área interna da Arena Fonte Nova durante a Copa do Mundo Feminina de 2027, que terá Salvador como uma das cidades-sede. O espaço foi garantido depois de negociações feitas pelo Governo da Bahia, por meio do GECOPA, grupo criado para cuidar da organização do evento no estado.
O acordo teve participação da Prefeitura de Salvador e da administração do estádio. Representantes baianos conversaram com o grupo que decide sobre concessões de alimentação e sobre os direitos dos parceiros comerciais ligados à competição, e conseguiram abrir essa exceção para as vendedoras.
Essa não é a primeira vez que isso acontece. Na Copa do Mundo de 2014, quando Salvador também recebeu jogos, as baianas de acarajé já haviam conseguido autorização parecida para atuar dentro do estádio. A negociação atual repete, portanto, um caminho já percorrido pela cidade há mais de dez anos.
Ney Campello, coordenador técnico responsável pela preparação baiana para a Copa Feminina de 2027, esteve entre os envolvidos nas conversas que resultaram na autorização.
A secretária de Políticas para as Mulheres, Camila Batista, falou sobre o resultado da articulação. "Teremos acarajé na Copa! É uma conquista que vai muito além da alimentação. Estamos garantindo que a cultura baiana esteja dentro da Arena e seja apresentada ao mundo durante a Copa Feminina de 2027", disse.
A secretária também fez uma comparação com o episódio de 2014. "Assim como fizemos em 2014, queremos que quem vier a Salvador para a Copa possa vivenciar também a nossa identidade, a nossa história e a nossa hospitalidade", afirmou.
A Copa do Mundo Feminina de 2027 acontece no Brasil, com jogos distribuídos entre várias cidades do país, entre elas a capital baiana.






