A Xpeng aproveitou seu AIDay na China para mostrar dois projetos ambiciosos: os primeiros robotáxis da montadora e a nova geração do robô humanoide Iron. Tudo movido por chips de inteligência artificial desenvolvidos pela própria empresa — uma demonstração clara de como hardware e software estão sendo integrados.
O que foi mostrado
Foram apresentados três modelos de robotáxis. Cada unidade vinha equipada com quatro chips Turing, totalizando 3.000 TOPS de capacidade de processamento por veículo. A Xpeng também exibiu o Iron de segunda geração, que usa três desses chips e uma bateria de estado sólido.
Os chips alimentam a segunda geração do modelo de IA de visão-linguagem-ação (VLA), criado para interpretar imagens e tomar decisões em tempo real — função essencial tanto para direção autônoma quanto para robótica avançada. Segundo a fabricante, essa é uma das maiores capacidades de processamento já embarcadas em um carro.
“A tecnologia evoluiu mais rápido do que o esperado e a empresa se aproxima de um ponto de inflexão para robotáxis”, disse Brian Gu.
Planos de uso e parcerias
A Xpeng disse que vai atuar em duas frentes no segmento de veículos autônomos:
- carros autônomos para uso comercial e compartilhado;
- veículos totalmente autônomos para uso pessoal, com compartilhamento restrito entre familiares.
A empresa também confirmou uma parceria com a Alibaba, por meio da plataforma de mapas e mobilidade AutoNavi, para integrar os robotáxis ao aplicativo de transporte Amaps. Isso facilita a chegada do serviço ao usuário final.
O futuro do humanoide
O Iron foi apresentado como um robô voltado ao uso comercial e corporativo — funções como guias turísticos, assistentes de vendas e recepcionistas foram citadas como exemplos. A Xpeng projetou início de produção em massa para o ano seguinte, mas avisou que o uso doméstico ainda deve demorar.
“Inicialmente, o robô será empregado em funções corporativas e de atendimento”, afirmou He Xiaopeng.
Concorrência e próximos passos
O anúncio coloca a Xpeng em concorrência com outras empresas que também apostam em robotáxis e robôs humanoides, entre elas a Tesla. A montadora chinesa reconheceu semelhanças nas estratégias e disse que desenvolveu algumas tecnologias antes da rival americana, além de adotar um tom de divulgação mais comercial.
Entre os desdobramentos confirmados, a Xpeng prevê testes dos robotáxis em Guangzhou e em outras cidades chinesas já no ano seguinte, bem como a produção em massa da nova geração do robô humanoide para o mesmo período. Será o começo de uma nova etapa para veículos e robôs autônomos na prática?







