O Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA), por intermédio de sua Corregedoria Judicial, está articulando a expansão do projeto "Justiça no Zap". A iniciativa, que integra os esforços de digitalização do Judiciário estadual, baseia-se no uso do aplicativo de mensagens WhatsApp em sua versão institucional para otimizar a comunicação entre as unidades judiciais e conferir maior celeridade ao cumprimento de mandados pelas Centrais de Mandados.
Para estruturar os próximos passos da iniciativa, a juíza auxiliar da Corregedoria, Isabella Santos Lago, assinou um despacho convocando uma reunião estratégica com a Coordenadoria de Atendimento Técnico (COATE). O encontro está agendado para o dia 16 de março de 2026 e terá como pauta central a avaliação dos detalhes de implementação do sistema e a formulação de um cronograma oficial de expansão para outras unidades judiciárias do estado da Bahia.
Comarcas em operação
O "Justiça no Zap" foi instituído inicialmente como um projeto-piloto em setembro de 2025. Desde então, a ferramenta vem sendo testada e monitorada em polos estratégicos do interior baiano. Atualmente, o projeto encontra-se em operação e apresentando resultados nas seguintes comarcas:
Vitória da Conquista
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Paulo Afonso
Irecê
Jequié
Luís Eduardo Magalhães
A adoção do aplicativo de mensagens atua diretamente sobre um desafio estrutural do estado: as longas distâncias entre as comarcas. De acordo com documento oficial emitido pela Corregedoria, "o projeto contribui para a superação de barreiras geográficas, reduz a necessidade de deslocamentos de oficiais de justiça e cidadãos e, consequentemente, diminui o impacto ambiental e os custos operacionais".
Alinhamento institucional e suporte técnico
Além de promover a economia de recursos públicos, a medida visa aproximar o Poder Judiciário da população, permitindo que intimações e comunicações processuais sejam acessadas de forma direta pelos cidadãos. A prática está alinhada às diretrizes de modernização tecnológica e eficiência processual estabelecidas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
A viabilidade técnica do projeto tem dependido do suporte contínuo da COATE. O documento da Corregedoria registra menção ao trabalho da coordenadora Débora Cristiane dos Santos Freitas e do servidor Danyllo Mascarenhas Aragão, responsáveis por etapas fundamentais como a instalação de equipamentos, a resolução de pendências de sistema e a capacitação dos servidores que operam a ferramenta nas comarcas do interior.
As próximas cidades a serem contempladas pela tecnologia deverão ser anunciadas pelo TJBA após as deliberações da reunião marcada para a segunda quinzena de março.







