Uma equipe de arqueólogos conseguiu localizar uma estrutura monumental de 500 metros quadrados enterrada nas ruínas da antiga cidade de Buto, no Egito. O achado só foi possível graças ao uso de radares do satélite Sentinel-1 e tecnologia de tomografia de solo, que permitiram enxergar através de metros de lama e entulho.
A construção de tijolos de barro está escondida a uma profundidade que varia entre três e seis metros. A região, conhecida como Colina dos Faraós, sempre foi um desafio para os pesquisadores devido ao solo úmido e aos lençóis freáticos elevados, que impediam escavações tradicionais profundas.
Após o mapeamento tecnológico, as escavações confirmaram que o local pertence à 26ª Dinastia, o último período de governantes nativos egípcios antes da invasão persa. No interior da estrutura, foram encontrados diversos objetos rituais, como estatuetas das divindades Ísis e Hórus.
Entre as relíquias recuperadas estão amuletos da deusa serpente Wadjet e uma figura híbrida rara, que mistura traços de falcão e babuíno. A presença de altares reforça a tese de que o espaço funcionava como um templo religioso ou residência oficial para sacerdotes da época.
O sucesso da operação abre caminho para novas descobertas em áreas de difícil acesso. Os cientistas agora planejam usar os mesmos equipamentos para buscar um segundo templo, possivelmente ainda maior, que estaria enterrado sob camadas mais profundas de argila na mesma região.







