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Startup Foundation planeja 50 mil robôs humanoides para exército

A Foundation, startup dos EUA, quer fabricar até 50 mil robôs humanoides Phantom MK-1 até 2027 para auxiliar o exército em missões perigosas, como reconhecimento e desativação de bombas.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Serviço
17 de dezembro, 2025 · 17:53 4 min de leitura
Robôs humanoides podem se tornar o “primeiro corpo” em missões do exército (Imagem: davide bonaldo / Shutterstock)
Robôs humanoides podem se tornar o “primeiro corpo” em missões do exército (Imagem: davide bonaldo / Shutterstock)

Imagine um futuro próximo onde robôs trabalham lado a lado com soldados em missões de alto risco. Essa é a visão da Foundation, uma startup de robótica lá dos Estados Unidos, que tem um plano bem ambicioso: fabricar nada menos que 50 mil robôs humanoides até o final de 2027.

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A empresa, que fica em São Francisco, nos Estados Unidos, não esconde o foco: esses robôs serão tanto para o setor industrial quanto, e principalmente, para o exército. A ideia é que eles atuem em funções "perto do combate", diminuindo o risco para os humanos. Isso coloca a Foundation entre as poucas companhias que falam abertamente sobre desenvolver humanoides para defesa e cenários perigosos.

Conheça o Phantom MK-1: O Robô Soldado

O grande astro dessa empreitada é o Phantom MK-1. Pense num robô com 1,75 metro de altura e pesando entre 175 e 180 quilos. Ele foi pensado para tarefas como explorar terrenos desconhecidos, desarmar bombas e participar de outras operações terrestres que são muito arriscadas para pessoas.

"Nossa ideia é que esses robôs sejam o ‘primeiro corpo a entrar’ em missões perigosas, protegendo a vida dos nossos soldados," explicou Sankaet Pathak, CEO da Foundation.

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Essa fala mostra bem o objetivo: colocar a máquina onde o perigo é maior, antes dos humanos.

Uma Meta de Produção Impressionante

O cronograma da Foundation é de tirar o fôlego. Eles começaram com uma meta mais modesta, mas agora planejam ter cerca de 40 unidades do Phantom MK-1 operando ainda este ano. Para 2026, a ideia é chegar a 10 mil robôs e, então, a impressionantes 50 mil até o fim de 2027. O próprio Pathak admite que é um plano ousado, mas acredita que é totalmente possível.

Para conseguir essa velocidade, a startup investiu pesado em áreas como inteligência artificial e componentes que dão movimento aos robôs. Além disso, a equipe de liderança é formada por pessoas com muita experiência, que já trabalharam em gigantes como Tesla, Boston Dynamics e SpaceX. O chefe de produção, por exemplo, ajudou a expandir as fábricas dos carros Model X e Model Y da Tesla, e agora aplica essa experiência na Foundation, evitando automatizar tudo de uma vez.

Como Funciona o Negócio? Alugar, Não Vender

Em vez de vender os robôs, a Foundation quer alugá-los. O custo? Cerca de 100 mil dólares por ano para cada unidade. A lógica por trás disso é que, como os robôs podem funcionar quase sem parar, um único Phantom MK-1 poderia substituir vários turnos de trabalho de humanos, gerando economia a longo prazo. No entanto, é importante lembrar que essa produtividade constante ainda precisa ser provada em ambientes reais, fora dos laboratórios controlados.

Robôs no Campo de Batalha: Limites e Propósitos

O Phantom MK-1 foi desenhado com características específicas para o ambiente militar. Ele usa principalmente câmeras para "enxergar" o mundo, em vez de sensores mais complexos como o LiDAR, buscando simplificar a leitura dos dados e aumentar a confiança em lugares hostis. Os robôs usam atuadores especiais, que são silenciosos, fortes e permitem movimentos reversíveis, tornando a interação mais segura se houver humanos por perto.

Apesar do foco militar, a Foundation garante que seus robôs humanoides não terão autonomia total para tomar decisões letais. A empresa defende um modelo de "humano no controle", muito parecido com o que já acontece com os drones militares. Isso significa que o robô se move e navega, mas as decisões cruciais, como disparar uma arma, sempre serão de um operador humano.

Entre os principais usos para esses robôs, estão:

  • Fazer reconhecimento e coletar informações em áreas perigosas.
  • Desativar bombas e explosivos com segurança.
  • Conduzir operações terrestres de alto risco.
  • Reduzir a exposição de soldados humanos ao perigo.
  • Dar apoio logístico em ambientes hostis.

A Foundation argumenta que usar robôs humanoides pode permitir ações mais precisas no solo, diminuindo a necessidade de ataques aéreos ou armas pesadas, o que, em tese, reduziria os danos colaterais. Mas especialistas já levantam um alerta: ao tirar os humanos da linha de frente, o custo político de entrar em um conflito pode diminuir, e isso, paradoxalmente, poderia levar a guerras mais frequentes.

Ainda não sabemos se essa nova leva de robôs realmente vai salvar vidas ou mudar a forma como os conflitos escalam. O que é certo é que o uso de robôs humanoides no exército, que antes parecia coisa de filme de ficção científica, está se tornando uma realidade muito mais próxima do que imaginávamos.

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