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Starlink de Elon Musk planeja lançar celular para competir com smartphones

A Starlink de Elon Musk estuda lançar um celular próprio conectado à sua rede de satélites, focado em IA, para competir com smartphones tradicionais. A empresa também expande internet direta para dispositivos e o serviço de rastreamento espacial Stargaze, enquanto a SpaceX se prepara para abrir capital.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Serviço
05 de fevereiro, 2026 · 15:03 3 min de leitura
(Imagem: DenPhotos/Shutterstock)
(Imagem: DenPhotos/Shutterstock)

A Starlink, famosa por levar internet via satélite até os cantos mais remotos do mundo, está de olho em um novo desafio: criar seu próprio celular. A empresa de Elon Musk, controlada pela SpaceX, estuda desenvolver um aparelho que se conectaria diretamente à sua rede de satélites, prometendo rivalizar com os smartphones que conhecemos hoje.

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Essa é apenas uma das ambiciosas novidades que a SpaceX está preparando, enquanto se organiza para abrir seu capital na bolsa ainda este ano. Fontes anônimas próximas ao negócio revelaram à agência Reuters que, além do celular, a empresa quer expandir ainda mais seus serviços de internet direta para outros dispositivos móveis e lançar um sistema para monitorar o tráfego no espaço.

Um celular diferente, focado em inteligência artificial

A ideia de um celular da Starlink não é nova, sendo discutida há anos dentro da companhia. O próprio Elon Musk reforçou essa possibilidade recentemente em uma conversa no X (antigo Twitter), afirmando que a proposta "não está descartada em nenhum momento".

Mas, se sair do papel, o aparelho não seria mais um smartphone comum. Musk indicou que ele seria "otimizado exclusivamente para executar redes neurais com desempenho máximo por watt". Em termos mais simples, seria um celular feito sob medida para rodar aplicações de inteligência artificial com a maior eficiência energética possível.

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"Seria como a GM fabricar pneus e tentar vendê-los para outras montadoras", disse Armand Musey, presidente do Summit Ridge Group, em entrevista à Reuters, ao comentar sobre os desafios da Starlink em entrar no mercado de smartphones.

Entrar nesse mercado, contudo, tem seus obstáculos. Especialistas alertam que a concorrência é acirrada e que a criação de um celular próprio poderia até mesmo afastar parceiras importantes, como as operadoras de telefonia que já trabalham com a Starlink para oferecer conexão direta em seus aparelhos.

Starlink já se movimenta para a conexão móvel

Apesar dos desafios, a Starlink já tem se movimentado nesse campo. Atualmente, cerca de 650 dos seus satélites em órbita já foram projetados especificamente para a comunicação direta com dispositivos móveis. A empresa também tem agilizado seus processos regulatórios e tecnológicos. No final do ano passado, por exemplo, solicitou o registro da marca "Starlink Mobile". E neste ano, já registrou patentes que visam melhorar a conexão da sua rede com aparelhos menores e mais portáteis.

Parcerias para a conectividade móvel já existem, como o acordo com a T-Mobile nos Estados Unidos, que permite que celulares da operadora se conectem diretamente à internet da Starlink.

Além dos celulares: Starlink lança serviço de rastreamento espacial

A inovação da SpaceX não para nos dispositivos móveis. Recentemente, a empresa anunciou o Stargaze, um serviço inédito de rastreamento espacial. Ele usa as câmeras já instaladas nos satélites Starlink para monitorar o tráfego cada vez maior de objetos nas órbitas mais baixas da Terra – uma região que ainda não tem regras internacionais claras para a gestão de satélites.

A Starlink informou que parte dos dados coletados pelo Stargaze será disponibilizada gratuitamente para outras operadoras. Além disso, o serviço pode atrair o interesse do governo dos Estados Unidos, que busca fortalecer suas capacidades de rastreamento orbital. No entanto, alguns setores do mercado espacial expressam preocupação com a possibilidade de depender de um único fornecedor para um serviço tão crucial.

Toda essa movimentação mostra que a SpaceX, com a Starlink como uma peça central de suas finanças, está a todo vapor para expandir seus horizontes, seja com celulares inteligentes ou com a vigilância dos céus, acelerando o lançamento de seus foguetes, como a Starship, e até sonhando em instalar data centers em órbita.

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