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"Sol Artificial" da China Bate Recorde e Impulsiona Energia Limpa

Startup chinesa Energy Singularity alcançou um novo recorde com seu tokamak HH70, mantendo plasma por 1.337 segundos. O avanço, impulsionado por IA, é um passo crucial para a energia de fusão comercial, limpa e ilimitada.

Redação ChicoSabeTudo
09 de fevereiro, 2026 · 12:31 3 min de leitura
Supercondutor de alta temperatura (HTS) HH70, o "Sol artificial" da startup chinesa Energy Singularity, que quebrou o recorde de controle de plasma. Crédito: Energy Singularity
Supercondutor de alta temperatura (HTS) HH70, o "Sol artificial" da startup chinesa Energy Singularity, que quebrou o recorde de controle de plasma. Crédito: Energy Singularity

Imagina um sol na Terra, gerando energia limpa e quase sem fim? Essa ideia está mais perto de virar realidade graças a um avanço impressionante que veio de Xangai, na China. A startup Energy Singularity anunciou que seu aparelho, apelidado de "sol artificial" e conhecido como Honghuang 70 (HH70), quebrou um recorde mundial. Ele conseguiu manter o plasma, a "matéria-prima" desse sol, estável por incríveis 1.337 segundos, o que dá mais de 22 minutos!

O que é o "sol artificial" e por que ele importa?

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A energia de fusão nuclear é a mesma que faz o nosso Sol brilhar. Basicamente, ela une átomos leves para criar átomos mais pesados, liberando uma quantidade gigantesca de energia no processo. Diferente da fissão nuclear (usada hoje), a fusão é muito mais segura, não gera resíduos radioativos de longa duração e usa combustíveis abundantes.

O aparelho que tenta recriar isso na Terra é chamado de tokamak. Ele é como uma grande câmara em formato de rosquinha que usa campos magnéticos poderosos para confinar o plasma superaquecido. Manter esse plasma estável e quente por um tempo longo é o grande desafio, e é aí que o HH70 se destacou.

Inteligência Artificial por trás do sucesso chinês

O que torna o recorde do HH70 ainda mais especial é a tecnologia por trás dele. A Energy Singularity conseguiu integrar supercondutores de alta temperatura (HTS) com um sistema de controle de plasma baseado em Inteligência Artificial (IA). É a IA que "pilota" o plasma, ajustando os campos magnéticos para que ele permaneça confinado e estável por tanto tempo.

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Dong Ge, cofundador da Energy Singularity, explicou que o feito vai muito além do tempo. Segundo ele,

"Este avanço não se resume apenas ao tempo, mas, mais importante ainda, demonstra que a integração profunda das tecnologias de HTS e de controle por IA atingiu a viabilidade em engenharia, abrindo caminho para a construção de usinas de fusão nuclear de baixo custo e alta eficiência no futuro".
Ou seja, a tecnologia não só funciona, como promete ser eficiente e mais barata de construir.

O diferencial: uma empresa privada na corrida pela fusão

Até agora, os grandes recordes de sustentação de plasma eram de laboratórios de pesquisa governamentais, como o Tokamak Supercondutor Avançado Experimental (EAST), também na China, e o Tokamak Supercondutor de Estado Estacionário Europeu Ocidental (WEST), na França. Embora eles tenham feito grandes progressos, o HH70 se destaca por ser um projeto de uma empresa privada, a Energy Singularity, fundada em 2021.

Isso mostra que o setor comercial está entrando forte na busca pela fusão nuclear, acelerando a possibilidade de vermos usinas de energia de fusão operando em um futuro próximo. O HH70, que começou a operar em junho de 2024, já fez milhares de testes até chegar a este resultado histórico. Além disso, a China reforça sua autonomia com este projeto, já que mais de 96% dos componentes são nacionais, com direitos de propriedade intelectual próprios.

Impacto global: um futuro de energia limpa e abundante

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A Energy Singularity já está de olho no próximo passo, desenvolvendo o HH170, que busca produzir mais energia do que consome. O objetivo final é ambicioso: "reduzir o custo de geração de eletricidade por fusão nuclear para o mesmo nível da energia térmica, ou até mesmo para um valor menor", como disse Dong Ge.

Os avanços da China nessa área trazem uma esperança enorme para o planeta. Com a fusão nuclear, poderíamos ter uma fonte de energia praticamente ilimitada, sem queimar combustíveis fósseis, sem poluição e sem os problemas das mudanças climáticas. Isso significaria ar mais limpo, menos dependência de recursos finitos e um impulso para a economia global, garantindo um futuro mais sustentável para todos.

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