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Simulação do cérebro de camundongo pode revolucionar estudos

Simulação do cérebro de camundongo usa supercomputador e traz novas perspectivas para estudos de doenças neurológicas.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Serviço
01 de dezembro, 2025 · 15:16 2 min de leitura
(Imagem: Pedro Spadoni via ChatGPT/Olhar Digital)
(Imagem: Pedro Spadoni via ChatGPT/Olhar Digital)

Cientistas do Instituto Allen, em Seattle, Estados Unidos, e colaboradores internacionais, desenvolveram uma das simulações mais realistas do córtex cerebral de um camundongo, utilizando o supercomputador Fugaku, considerado um dos mais potentes do mundo. O modelo digital, que representa quase dez milhões de neurônios e 26 bilhões de sinapses, conseguiu replicar a forma e a função do cérebro com uma precisão sem precedentes.

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A simulação foi elaborada para facilitar a realização de ‘experimentos virtuais’ que podem revolucionar a investigação sobre distúrbios cerebrais. Com essa tecnologia, é viável simular digitalmente doenças como Alzheimer e epilepsia para entender como as lesões se disseminam nas redes neuronais, explorar aspectos da cognição e da consciência, além de testar novos tratamentos de maneira segura.

O modelo digital foi construído com dados reais provenientes do Allen Cell Types Database e do Allen Connectivity Atlas. A equipe de cientistas utilizou ferramentas como o Brain Modeling ToolKit e um simulador denominado Neulite, que converteu equações matemáticas em neurônios virtuais. Segundo Tadashi Yamazaki, da Universidade de Eletrocomunicações do Japão, “o Fugaku é empregado em pesquisas em uma vasta gama de campos da ciência computacional”.

Anton Arkhipov, pesquisador do Instituto Allen, destacou que essa conquista abre novas possibilidades para simulações cerebrais, ressaltando que “a porta está aberta” para que modelos ainda mais complexos sejam desenvolvidos. A simulação permite, por exemplo, examinar como distúrbios neurológicos se formam e como a atividade elétrica se propaga nas redes neurais, uma tarefa que antes necessitava de estudos diretos em tecido cerebral, um processo limitado.

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Embora o avanço seja significativo, Diego Szczupak, professor da Universidade de Pittsburgh, observou que, apesar de impressionante, a simulação enfrenta desafios, incluindo a limitação em reproduzir a variabilidade de anatomias e a plasticidade do cérebro. Yamazaki admitiu que este é apenas o primeiro passo em direção a modelagens mais detalhadas, afirmando que “Deus está nos detalhes”.

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