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Sefaz leva à polícia suspeita de fraude no IPTU em Salvador

Operação Valor Venal investiga alteração de dados cadastrais que teria reduzido cobrança de imóveis na capital baiana

Redação ChicoSabeTudo
18 de setembro, 2026 · 06:45 2 min de leitura

A Polícia Civil realizou nesta quinta-feira (17) uma operação em Salvador para investigar suspeitas de fraude no IPTU, o imposto municipal sobre imóveis. A ação, batizada de Operação Valor Venal e conduzida pelo Draco, apura um esquema que teria alterado dados cadastrais de imóveis de luxo na Secretaria Municipal da Fazenda (Sefaz) para reduzir o valor do tributo devido.

O caso começou depois que a própria Sefaz identificou indícios de irregularidades, a partir de uma denúncia recebida e de uma auditoria interna. O órgão levou a suspeita à Polícia Civil em fevereiro de 2026.

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Segundo reportagem do R7 Bahia, a investigação aponta que servidores públicos municipais e auditores fiscais teriam mudado dados cadastrais para conceder descontos ilegais de até 90% no imposto, em troca de pagamento de propina. A Polícia Civil cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão em condomínios de alto padrão, com bloqueio de mais de R$ 20 milhões em bens, conforme a mesma reportagem.

O portal Se Ligue Bahia informou que o esquema teria atingido quase 700 imóveis na capital baiana, com reduções que chegariam a 90% no valor venal de algumas propriedades. Esse número não foi confirmado no material divulgado pela Sefaz.

A apuração interna do município apontou indícios de irregularidades ligados a colaboradores e despachantes que se apresentavam, de forma ilegal, como procuradores autorizados pela secretaria. A Sefaz também identificou acessos indevidos aos sistemas feitos por funcionários terceirizados, que foram demitidos imediatamente.

A Prefeitura de Salvador informou que reverteu todos os processos em que foram encontradas inconsistências e recalculou as cobranças conforme os valores previstos em lei. Segundo a Sefaz, os novos valores já foram enviados aos contribuintes relacionados aos casos identificados.

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Também foram abertos Processos Administrativos Disciplinares (PADs) contra servidores. De acordo com a pauta oficial, os PADs são conduzidos pela Controladoria-Geral do Município (CGM), a pedido da Sefaz. O Se Ligue Bahia confirma a existência dos processos disciplinares, mas não detalha qual órgão os conduz.

Em nota, a Sefaz afirmou reafirmar "o compromisso com a legalidade, a transparência, a integridade dos procedimentos administrativos e a proteção do patrimônio público, mantendo atuação permanente no fortalecimento dos mecanismos de controle e segurança institucional".

Contribuintes com dúvidas podem procurar o Posto Central da Sefaz, na Rua das Vassouras, nº 1, no Centro Histórico, ou usar o portal da secretaria. O órgão recomenda que, em qualquer atendimento ou solicitação administrativa, o contribuinte peça o número do protocolo e cópias dos processos.

Não há, até o momento, registro de repercussão do caso em outros municípios baianos. A investigação segue restrita a Salvador e à Região Metropolitana.

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