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Satélite russo se desintegra e preocupa especialistas sobre lixo espacial

Após ser desativado, satélite russo Luch/Olymp se fragmenta em órbita, criando mais lixo espacial e alertando sobre riscos para outras espaçonaves.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Serviço
31 de janeiro, 2026 · 00:11 2 min de leitura
(Imagem: Frame Stock Footage / Shutterstock.com)
(Imagem: Frame Stock Footage / Shutterstock.com)

Um satélite russo, o Luch/Olymp, que já estava desativado e em uma "órbita cemitério" bem acima da Terra, se partiu em vários pedaços. A notícia, que saiu na sexta-feira (30), acende um alerta importante sobre a quantidade crescente de lixo espacial e os perigos que ele representa para outros equipamentos que ainda funcionam lá em cima.

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O Luch/Olymp, conhecido pelo número 40258 no catálogo internacional, foi lançado em 2014. Sua missão principal era observar outras espaçonaves em órbitas altas. Depois de anos de serviço, ele foi aposentado em outubro de 2025 e movido para uma órbita especial, alguns quilômetros acima da região geoestacionária, a cerca de 35.786 quilômetros da linha do Equador. É lá que muitos satélites de comunicação e vigilância estão. Essa "órbita cemitério" é para onde vão os satélites que não funcionam mais, para não atrapalhar os que estão ativos.

Fragmentação gera alerta e detritos flutuantes

Foi uma empresa suíça especializada em monitoramento espacial, a s2A systems, que divulgou as informações. Através de imagens captadas por sensores no solo, eles notaram que o satélite começou a girar sem controle e, em seguida, se partiu. O evento de fragmentação aconteceu por volta das 06h09 (horário de Greenwich) do dia 30 de janeiro, o que seria 3h09 no horário de Brasília.

A short time lapse of the fragmentation event on LUCH (OLYMP) #40258 that took place today, 2026-01-30 from 06:09:03.486 UTC.

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— s2a systems (@s2a_systems) January 30, 2026

Após a quebra, vários objetos menores começaram a aparecer perto de onde o Luch/Olymp estava. A s2A systems compartilhou esses dados na rede social X (o antigo Twitter). A presença desses novos pedaços de lixo em uma área que já é bastante movimentada no espaço preocupa bastante, pois aumenta o risco de colisões com outros satélites operacionais.

O que pode ter causado a quebra?

Jonathan McDowell, um astrofísico e especialista em rastrear satélites, conversou com o site Space.com e deu sua opinião sobre o ocorrido. Para ele, a causa mais provável é um impacto de algum outro detrito espacial. Ele explicou que, quando um satélite é desativado, como foi o Luch/Olymp, os engenheiros esvaziam seus tanques de combustível e descarregam as baterias. Esse processo é chamado de "passivação" e serve justamente para evitar que o satélite exploda por conta de problemas internos.

McDowell não descartou totalmente a possibilidade de uma falha nesse processo de desativação, mas ressaltou que um choque com lixo espacial seria um sinal preocupante. Isso indicaria que o ambiente de detritos, tanto na órbita geoestacionária quanto na órbita cemitério logo acima dela, está mais perigoso do que se imaginava.

É importante lembrar que a Rússia lançou um segundo satélite da mesma série Luch/Olymp em 2023. Nos últimos anos, países como Rússia, Estados Unidos e China têm usado satélites nessas órbitas altas para se aproximar e inspecionar equipamentos de outras nações. Essa prática tem feito o mundo todo prestar ainda mais atenção na segurança e na sustentabilidade do espaço, especialmente com a questão do lixo espacial que só aumenta.

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