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Satélite revela novo padrão de tsunami em Kamchatka, Rússia

Dados do satélite SWOT revelam que tsunami em Kamchatka apresentou complexidade na propagação das ondas, desafiando noções anteriores.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Serviço
30 de novembro, 2025 · 09:18 1 min de leitura
Terremoto na Rússia provoca tsunami no Pacífico (Créditos: FOTOKITA / iStock)
Terremoto na Rússia provoca tsunami no Pacífico (Créditos: FOTOKITA / iStock)

Um satélite da NASA, em colaboração com a agência espacial francesa CNES, capturou dados inéditos sobre o tsunami gerado por um terremoto de magnitude 8,8 na Península de Kamchatka, na Rússia, em julho. Essa descoberta, conforme reportado pelo Phys.org, promete revolucionar as técnicas de monitoramento e previsão de tsunamis no Pacífico.

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O satélite SWOT (Surface Water Ocean Topography), lançado em dezembro de 2022, registrou o primeiro tsunami da zona de subducção em alta resolução. A nova tecnologia possibilitou a captura de faixas de até 120 km de largura, fornecendo dados sem precedentes sobre a superfície do mar. Segundo Angel Ruiz-Angulo, pesquisador da Universidade da Islândia, agora é possível observar a complexidade com que os tsunamis se propagam.

A equipe de Ruiz-Angulo também utilizou informações de boias DART para reconstruir a ruptura do terremoto com precisão, revelando que o tsunami de Kamchatka desafiou a noção tradicional de que grandes tsunamis são não dispersivos. Os dados mostraram que as ondas não se comportaram como uma onda única, mas se espalharam de maneira complexa por toda a bacia do Pacífico.

Entre as revelações importantes estão o comprimento da ruptura, que atingiu 400 km – superando as previsões anteriores de 300 km – e a eficácia de modelos numéricos que consideram a dispersão das ondas. Ruiz-Angulo enfatizou a necessidade de quantificar essa variabilidade para aprimorar as previsões de tsunamis.

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A análise não apenas aumenta o entendimento científico sobre a dinâmica das ondas, mas também pode impactar diretamente a segurança de milhões de pessoas nas áreas costeiras do Pacífico. A integração de dados avançados em sistemas de alerta pode salvar vidas, conforme ressaltou Diego Melgar, coautor do estudo, ao afirmar que é crucial combinar diferentes tipos de dados para aprimorar a compreensão dos eventos.

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