Um satélite da NASA conseguiu registrar imagens inéditas de um tsunami gigante que atravessou o Oceano Pacífico. O fenômeno foi causado por um terremoto de magnitude 8.8 na região de Kuril-Kamchatka e, por sorte, o equipamento espacial passava pelo local no momento exato da agitação das águas.
Os novos dados derrubam a antiga ideia de que os tsunamis são apenas ondas simples e lineares. As imagens revelaram um padrão "trançado" de energia, mostrando que a força da água se espalha por centenas de quilômetros de um jeito muito mais bagunçado e perigoso do que os modelos antigos previam.
De acordo com os pesquisadores, o satélite SWOT funciona como um "novo par de óculos" para a ciência. Enquanto as boias no fundo do mar medem apenas pontos isolados, o satélite consegue mapear uma faixa de 120 quilômetros de largura, permitindo ver como a onda cresce e muda de forma no espaço.
Essa descoberta é fundamental para a segurança de quem vive no litoral. Como a energia do tsunami se divide em ondas principais e secundárias com velocidades diferentes, a força com que a água atinge os portos e praias pode variar bastante, algo que os simuladores atuais ainda têm dificuldade de calcular.
Além de observar a água, o satélite ajudou a corrigir informações sobre o próprio terremoto. No início, achavam que a falha aberta na terra era de 300 km, mas os dados espaciais provaram que o tremor se estendeu por 400 km, atingindo áreas profundas do oceano.
Apesar do avanço, o uso de satélites para alertas imediatos ainda é um desafio, já que o processamento das imagens leva alguns dias. No entanto, o estudo publicado na revista The Seismic Record serve para refinar as previsões e preparar melhor as cidades para futuros desastres naturais.







