A Rússia está em um novo capítulo de sua tentativa de controlar o acesso à internet, buscando o bloqueio completo de plataformas da Meta, como WhatsApp, Instagram e Facebook. A informação foi divulgada por agências de notícias internacionais como Reuters, Bloomberg e o jornal Financial Times.
Essa movimentação faz parte de um esforço do governo russo para impulsionar suas próprias plataformas digitais e aumentar o controle sobre o que circula online no país. Uma porta-voz da Meta já havia alertado a Reuters que a medida se encaixa nessa estratégia russa.
Por que a Rússia está bloqueando?
O cenário é complexo e se intensificou após a invasão da Ucrânia em 2022, quando a disputa com empresas de tecnologia estrangeiras se acentuou. As autoridades russas, por exemplo, promovem um aplicativo local chamado MAX, que, para os opositores, seria usado para rastrear usuários – uma acusação que a mídia estatal nega veementemente.
Enquanto isso, o WhatsApp já se manifestou sobre a situação:
“Continuamos fazendo tudo o que podemos para manter os usuários conectados.”
A equipe do ChicoSabeTudo entrou em contato com a Meta para um posicionamento oficial e aguarda retorno.
O que diz o Kremlin?
Dmitry Peskov, porta-voz do Kremlin, explicou a posição do governo em um vídeo divulgado pela agência estatal TASS:
“Trata-se, mais uma vez, de cumprir a legislação. Se a empresa Meta cumprir os requisitos e dialogar com as autoridades russas, teremos a possibilidade de chegar a um acordo.”
No entanto, o governo russo não respondeu aos questionamentos da agência Reuters sobre o assunto.
Impacto e histórico de restrições
As consequências do bloqueio são diretas para os usuários na Rússia. Segundo o Financial Times, os aplicativos da Meta foram removidos do diretório online mantido pelo Roskomnadzor, que é o órgão regulador da internet no país. Isso significa que o acesso fica praticamente inviável sem o uso de VPNs (redes privadas virtuais).
O jornal americano também aponta que essa escalada pode indicar a intenção de Moscou em manter os aplicativos suspensos por um período ainda maior, talvez até de forma definitiva.
Não é a primeira vez que a Rússia impõe restrições a plataformas estrangeiras. Em 2025 (conforme o texto base, embora possa ser um erro de digitação para um ano anterior), o governo russo já havia limitado chamadas no WhatsApp e no Telegram. A justificativa era a recusa dos aplicativos em compartilhar informações em investigações de fraude e terrorismo. O FaceTime, da Apple, também sofreu bloqueios em dezembro. Pavel Durov, fundador do Telegram e nascido na Rússia, já declarou seu compromisso em proteger a liberdade de expressão e a privacidade dos usuários.
Outras plataformas de grande alcance também sentem a pressão. O YouTube, por exemplo, também teve suas funcionalidades limitadas no país.







