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Robótica de enxame: robôs fazem vigilância e microrrobôs atuam

Pesquisas em robótica de enxame mostram robôs cooperando em vigilância e buscas, e microrrobôs magnéticos que atuam em vasos com versões biodegradáveis.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Serviço
04 de novembro, 2025 · 16:07 2 min de leitura
(Imagem: RHJ / iStock)
(Imagem: RHJ / iStock)

Pesquisas recentes com robótica de enxame têm mostrado soluções curiosas e práticas: grupos de máquinas simples trabalhando juntos para tarefas como vigilância e operações de busca e salvamento. Em vez de depender de um único cérebro eletrônico, esses sistemas se apoiam em regras locais e na interação entre unidades.

Como funciona

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Cada robô tem capacidades limitadas e troca sinais básicos com os vizinhos — pense em toques, sons ou sinais químicos. Não há um controlador central. O resultado? Comportamentos coletivos complexos emergem a partir de regras repetidas no nível individual. Como máquinas tão simples conseguem fazer coisas complicadas? É parecido com um grupo de pessoas que, seguindo instruções simples, se organiza sem um chefe único.

Aplicações práticas

Em testes com drones, os enxames patrulharam áreas extensas para detectar focos de incêndio: cada aparelho cobriu uma parte do terreno, compartilhou informações e criou sobreposição na vigilância para resistir a falhas de unidades isoladas. Houve menção a experimentos com potencial aplicação na Bahia. O Wall Street Journal também noticiou que a técnica foi pensada para logística de entregas, com robôs avisando uns aos outros sobre mudanças no tráfego e redistribuindo cargas quando necessário.

No laboratório, pesquisadores da Universidade Hanyang, na Coreia do Sul, desenvolveram microrrobôs magnéticos do tamanho de grãos de areia que navegaram por vasos sanguíneos artificiais. Esses dispositivos podiam se mover individualmente e, ao encontrar uma obstrução, coordenar esforços para removê‑la. Foram criadas versões biodegradáveis para reduzir a necessidade de procedimentos cirúrgicos de retirada.

Menos é mais

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Estudos mostraram que enxames formados por robôs com apenas três habilidades básicas — avançar, emitir som e ouvir vizinhos — conseguiram se conectar e atravessar ambientes cheios de obstáculos. Ou seja: coordenação sofisticada nem sempre exige máquinas sofisticadas.

Próximos passos

Os grupos seguem aprofundando pesquisas sobre auto‑organização e sobre as versões biodegradáveis dos microrrobôs, avaliando segurança, eficácia e formas de aplicar essas soluções fora do laboratório. As iniciativas são promissoras, mas ainda há um caminho a percorrer até que esses sistemas atuem em larga escala no mundo real.

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