O Pix por aproximação deixou de ter, nesta quinta-feira (1º), o teto fixo de R$ 500 por transação. A mudança vale em todo o país, inclusive para clientes de Brasília. O pagamento é feito ao encostar o celular ou o relógio inteligente na maquininha.
A partir de agora, a operação segue os critérios usados nas demais modalidades do Pix, como pagamentos por chave ou QR Code. O limite de R$ 500 estava em vigor desde fevereiro de 2025, quando o recurso foi lançado.
A alteração foi estabelecida pela Instrução Normativa BCB nº 746, datada de 16 de junho de 2026 e publicada no Diário Oficial da União em 17 de junho. Com a nova regra, cada banco ou instituição de pagamento define os valores para seus clientes.
Os critérios podem considerar o perfil de risco e o histórico de uso da conta. Por isso, o fim do teto único não deixa o Pix por aproximação sem controle. Uma compra acima de R$ 500 só será concluída se estiver dentro do limite disponível para o cliente.
O usuário pode solicitar aumento ou redução do limite por transação e do limite diário nos canais da instituição, como aplicativo e internet banking. Pedidos de redução devem ser atendidos imediatamente. Já os pedidos de aumento passam por análise e podem ser aceitos ou recusados pelo banco.
A regra também alcança pagamentos iniciados pela Jornada Sem Redirecionamento do Open Finance. O Pix por aproximação usa tecnologia NFC e pode ser acessado por aplicativos bancários ou carteiras digitais compatíveis, desde que a conta esteja vinculada ao serviço.
Bancos, carteiras digitais e fornecedores de terminais não são obrigados a oferecer a funcionalidade. A entrada da nova regra também não garante que o recurso esteja disponível em todas as lojas ou para todos os consumidores.
A mudança tem efeito nacional. Em Brasília, os clientes estarão sujeitos aos limites e às ferramentas de gerenciamento oferecidos por suas próprias instituições financeiras.







