Pelo menos dois peixes-leão foram capturados no sábado, dia 5, na praia do Porto da Barra, em Salvador. O local é uma das áreas de banho mais movimentadas da capital baiana.
O peixe-leão é uma espécie invasora no oceano Atlântico, originária do Indo-Pacífico. O animal tem espinhos com veneno e pode provocar acidentes em caso de contato. Ele se alimenta de peixes e crustáceos nativos.
O instrutor de mergulho Robson Oliveira afirmou que "a presença do peixe-leão na capital baiana não é recente". Segundo ele, "o primeiro animal foi capturado há aproximadamente nove meses, também no Porto da Barra". Oliveira relatou ainda que "os peixes estão sendo encontrados cada vez mais perto das pessoas".
Além do Porto da Barra, exemplares já foram registrados em outros pontos da Baía de Todos-os-Santos, como o Farol da Barra e Boa Viagem. O primeiro registro do peixe-leão na Bahia ocorreu em fevereiro de 2025, em Morro de São Paulo.
Em Porto Seguro, no sul do estado, a situação é mais avançada. O primeiro registro oficial da espécie no município aconteceu em junho, no Parque Natural Municipal Marinho do Recife de Fora. A prefeitura da cidade paga R$ 10 por exemplar capturado e entregue à Colônia de Pescadores Z-22, dentro de um plano municipal de enfrentamento à espécie.
As fontes apuradas divergem quanto ao número exato de peixes-leão já retirados do litoral de Porto Seguro. A reportagem original da Bahia cita quase 500 exemplares em cerca de um mês, número também usado por outro veículo local. Já a CNN Brasil, com base em dados da Colônia de Pescadores, aponta 442 exemplares entregues durante o mês de agosto. Os animais capturados em Porto Seguro são levados à Universidade Federal do Sul da Bahia para triagem e análises científicas.
Sobre o risco para quem frequenta as praias, também há diferença entre as fontes. A reportagem baiana original destaca a preocupação com a proximidade dos peixes-leão de áreas usadas por banhistas. Já a CNN Brasil pondera que o risco a banhistas é reduzido nas condições normais de uso das praias, já que o animal costuma ficar em recifes e fundos rochosos — mas recomenda que pessoas sem treinamento não toquem nem tentem capturar o peixe-leão.
A expansão da espécie pelo litoral baiano tem mobilizado órgãos ambientais e pesquisadores. Iniciativas de monitoramento e capacitação para manejo seguro do animal foram associadas a Salvador e Itaparica pela reportagem original, embora essas informações não tenham sido confirmadas de forma independente até o fechamento desta matéria.
A orientação geral, segundo as fontes consultadas, é não tocar no peixe-leão caso ele seja avistado e comunicar a localização às autoridades ambientais responsáveis pela região.







