Paulo Afonso está entre os municípios baianos que vão oferecer coleta gratuita de material genético para familiares de pessoas desaparecidas. O atendimento faz parte de uma força-tarefa nacional que começou nesta segunda-feira, 24, e segue até sexta-feira, 28.
Na cidade, o serviço é realizado pela Coordenação Regional de Polícia Técnica, uma das 33 unidades do interior baiano que participam da mobilização. Ao todo, a Bahia soma pontos de coleta espalhados entre a capital e o interior, incluindo cidades como Juazeiro, Senhor do Bonfim, Euclides da Cunha e Ribeira do Pombal, além de Paulo Afonso.
A ação é promovida pelo governo federal em parceria com as secretarias estaduais de Segurança Pública e reúne 334 pontos de coleta espalhados pelas 27 unidades da Federação. É a quarta edição da mobilização, que busca ampliar o número de perfis genéticos cadastrados para aumentar as chances de localizar desaparecidos e identificar corpos sem nome.
Para participar, o familiar precisa apresentar documento de identificação e os dados do Boletim de Ocorrência relacionado ao desaparecimento, como número do registro, estado e delegacia onde foi feito. A orientação do Ministério da Justiça e Segurança Pública é que, preferencialmente, compareçam parentes de primeiro grau, como pais, mães, filhos ou irmãos.
A coleta é simples e indolor, feita com um cotonete na parte interna da bochecha, sem necessidade de sangue. O material recolhido é inserido no Banco de Perfis Genéticos e pode ser cruzado com amostras de corpos não identificados, tanto na Bahia quanto em outros estados, já que os sistemas estaduais são integrados ao banco nacional.
Em Salvador, o atendimento acontece no Departamento de Polícia Técnica (DPT), na Avenida Centenário, no bairro do Garcia, ao lado do Instituto Médico Legal Nina Rodrigues. Informações gerais sobre a mobilização na Bahia podem ser obtidas pelo telefone (71) 3116-8600.
Fora do período da força-tarefa, a Polícia Civil mantém canais permanentes para orientação sobre casos de desaparecimento, incluindo WhatsApp, perfil em rede social e o Disque Denúncia 181.
Quando a análise genética indica compatibilidade entre as amostras cadastradas, o laboratório responsável pelo exame procura diretamente a família que forneceu o material para dar o retorno sobre o resultado.







