A Oracle iniciou uma onda de demissões em massa nesta terça-feira (31), notificando funcionários ao redor do mundo através de um curto e-mail. A mensagem avisa que o desligamento é imediato e que o acesso a computadores, arquivos e sistemas da empresa é bloqueado poucos minutos após o envio do comunicado.
A decisão faz parte de uma reestruturação profunda da companhia, que tenta equilibrar as contas após uma queda de 26% no valor de suas ações. Para não perder espaço no mercado de tecnologia, a empresa está priorizando investimentos pesados em infraestrutura para Inteligência Artificial (IA).
No e-mail enviado aos colaboradores, a direção da Oracle orienta que os demitidos forneçam endereços pessoais para receberem os documentos de rescisão via DocuSign. O texto é direto: afirma que a função do trabalhador foi eliminada e proíbe qualquer tentativa de baixar ou salvar informações confidenciais da empresa.
Analistas do mercado financeiro estimam que os cortes podem atingir entre 20 mil e 30 mil pessoas. Essa redução drástica no quadro de funcionários tem como objetivo gerar uma economia de até US$ 10 bilhões, ajudando a aliviar o endividamento bilionário da gigante do setor de tecnologia.
Apesar das demissões, a Oracle fechou recentemente um contrato histórico com a OpenAI, criadora do ChatGPT. Para manter essa parceria e competir com rivais como Microsoft e Amazon, a empresa planeja captar US$ 50 bilhões para construir novos centros de dados voltados para o processamento de IA.
A mudança ocorre em meio a uma troca no comando da empresa, agora liderada pelos co-CEOs Mike Sicilia e Clay Magouyrk. A nova gestão aposta que o foco total em IA trará retorno financeiro a longo prazo, mesmo que o custo imediato seja o desemprego de milhares de trabalhadores que integravam o time de 162 mil empregados da marca.







