A OpenAI, empresa responsável pelo famoso ChatGPT, está em conversas avançadas para garantir o fornecimento de energia por meio de fusão nuclear. O plano é fechar um acordo com a startup Helion para sustentar o enorme consumo de eletricidade exigido pelos seus sistemas de inteligência artificial nos próximos anos.
As metas discutidas são ambiciosas: a OpenAI quer garantir 5 gigawatts até 2030 e chegar aos 50 gigawatts até 2035. Para se ter uma ideia do tamanho do desafio, a Helion precisaria construir cerca de 8 mil reatores em pouco mais de uma década para cumprir essa entrega.
A fusão nuclear é considerada o 'santo graal' da energia limpa, pois tenta replicar o processo que ocorre dentro do Sol. Diferente das usinas nucleares comuns, a Helion usa campos magnéticos para transformar a energia da fusão diretamente em eletricidade, sem precisar de turbinas a vapor.
O negócio envolve nomes conhecidos. Sam Altman, o chefão da OpenAI, também é investidor da Helion. Para evitar falatório sobre conflito de interesses, ele se afastou das negociações e deixou o cargo de presidente do conselho da startup de energia.
A Microsoft, que é a principal parceira da OpenAI, já tinha saído na frente e assinou um contrato similar com a Helion no ano passado. Isso mostra que as gigantes da tecnologia estão correndo contra o tempo para achar fontes de energia que deem conta do recado.
Apesar do otimismo, a tecnologia ainda está em fase de testes. Recentemente, a Helion conseguiu atingir 150 milhões de graus Celsius em um protótipo, mas precisa chegar aos 200 milhões para que o sistema funcione de forma comercial e segura.







