O renomado publicitário baiano Nizan Guanaes, conhecido por sua grande influência no mercado nacional, compartilhou seus pensamentos sobre publicidade e o futuro da tecnologia em uma conversa no Camarote Expresso 2222. Para Nizan, o segredo de uma campanha de sucesso é quando ela consegue se transformar em parte da cultura popular, algo que as pessoas naturalmente adotam e repetem. Essa filosofia tem sido a base de sua trajetória marcante.
Um dos exemplos mais claros dessa ideia é a canção “We Are Carnaval”. Nizan Guanaes relembrou a criação dessa música que, de uma simples mensagem de boas-vindas para turistas, virou um verdadeiro hino da folia. A melodia e a letra se enraizaram tão profundamente que, anos depois, ao voltar para Salvador, na Bahia, ele a ouvia tocando por toda parte. Para ele, isso é a essência da propaganda popular.
Ele cita outros casos famosos que seguiram a mesma linha, como os carismáticos mamíferos da Parmalat, que conquistaram crianças e adultos, e a clássica combinação de “pipoca com guaraná”. Nizan também trouxe à tona a campanha da Ótica Ernesto, criada em 1986. Naquela época, a ação visava arrecadar fundos para as Obras Sociais Irmã Dulce (OSID): quem comprava um óculos ajudava a instituição e levava um CD de brinde. Todas essas campanhas, em suas palavras, foram bem-sucedidas porque se tornaram parte da vida das pessoas.
Hoje, Nizan Guanaes está à frente da N.Ideias, onde atua como consultor estratégico para grandes marcas como Havaianas, iFood e BYD. Mas a paixão pela inovação o levou a um novo e ambicioso projeto: a NizAI. Programada para estrear em abril, essa ferramenta de inteligência artificial promete revolucionar o processo de criação publicitária. A NizAI foi desenvolvida com um treinamento especial para pensar, criar e sugerir soluções com base no estilo único de Nizan. Ela funciona como um “copiloto criativo”, ajudando redatores, diretores de arte e líderes de criação em agências de todos os tamanhos.
Apesar de ser um entusiasta da tecnologia, Nizan faz questão de reforçar a necessidade de limites e regulamentação para o uso da inteligência artificial no Brasil. Ele enfatiza a importância de criar mecanismos tecnológicos que evitem que a IA seja usada de forma errada, especialmente em períodos eleitorais.
“Nós criamos a inteligência artificial, e nós temos que colocar mecanismos tecnológicos para que ela não se desvirtue. Mas, todo esse trabalho de regulamentação faz parte do jogo. Então, [na NizAI], nós vamos colocar uma série de filtros, mas o grande filtro é a jurisdição para esse tipo de coisa”, explicou Nizan Guanaes.
Essa visão mostra que, para Nizan, a inovação precisa andar de mãos dadas com a responsabilidade, garantindo que as novas ferramentas sirvam para impulsionar a criatividade e a cultura popular de forma ética e segura.







