Paulo Afonso · BA
Última hora
Operação prende 14 suspeitos em Salvador nesta manhãSTF retoma julgamento sobre marco temporal nesta tardeVitória empata em casa pela Copa do BrasilVagas de emprego no polo de Camaçari saltam 22%Salvador registra maior volume de chuva do mês
PI 637
Serviço

Nissan aposta em inteligência artificial e anuncia corte de modelos para recuperar lucros

Montadora japonesa vai reduzir frota global e focar em tecnologia autônoma, afetando inclusive o mercado latino-americano.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Serviço
14 de abril, 2026 · 19:49 1 min de leitura

A Nissan iniciou uma reforma completa em sua estratégia mundial para tentar sair do vermelho. A principal mudança é o uso massivo de inteligência artificial, que deve estar presente em 90% de todos os carros da marca daqui para frente, focando em sistemas de direção assistida.

Publicidade

Para bancar essa inovação, a empresa decidiu passar o facão no catálogo. O número de modelos produzidos no mundo vai cair de 56 para 45. A ideia é parar de fabricar carros que vendem pouco e concentrar os esforços em veículos elétricos e híbridos que tragam mais retorno financeiro.

Entre as novidades confirmadas, está uma versão híbrida do SUV Rogue e um modelo totalmente elétrico do Juke. Além disso, a Nissan planeja colocar táxis que dirigem sozinhos para rodar em Tóquio até 2026, em uma parceria com a Uber e a startup Wayve.

A reestruturação também terá um custo social pesado. Para tornar a operação mais barata e ágil, a montadora confirmou que vai reduzir sua força de trabalho em 15% ao redor do mundo, fechando postos de trabalho para sustentar os novos investimentos tecnológicos.

Publicidade

O mercado da América Latina está no radar dessa nova fase. O sedã elétrico N7, fabricado na China, será exportado para os países latinos. Já a picape Frontier Pro terá como destino principal o mercado do Oriente Médio, mostrando uma reorganização nas rotas de exportação.

A meta da companhia é agressiva: vender 1 milhão de veículos por ano nos Estados Unidos e na China até 2030. Analistas de mercado veem o plano com bons olhos, mas alertam que a economia global instável pode dificultar o crescimento esperado pela gigante japonesa.

Leia também