A Nissan iniciou uma reforma completa em sua estratégia mundial para tentar sair do vermelho. A principal mudança é o uso massivo de inteligência artificial, que deve estar presente em 90% de todos os carros da marca daqui para frente, focando em sistemas de direção assistida.
Para bancar essa inovação, a empresa decidiu passar o facão no catálogo. O número de modelos produzidos no mundo vai cair de 56 para 45. A ideia é parar de fabricar carros que vendem pouco e concentrar os esforços em veículos elétricos e híbridos que tragam mais retorno financeiro.
Entre as novidades confirmadas, está uma versão híbrida do SUV Rogue e um modelo totalmente elétrico do Juke. Além disso, a Nissan planeja colocar táxis que dirigem sozinhos para rodar em Tóquio até 2026, em uma parceria com a Uber e a startup Wayve.
A reestruturação também terá um custo social pesado. Para tornar a operação mais barata e ágil, a montadora confirmou que vai reduzir sua força de trabalho em 15% ao redor do mundo, fechando postos de trabalho para sustentar os novos investimentos tecnológicos.
O mercado da América Latina está no radar dessa nova fase. O sedã elétrico N7, fabricado na China, será exportado para os países latinos. Já a picape Frontier Pro terá como destino principal o mercado do Oriente Médio, mostrando uma reorganização nas rotas de exportação.
A meta da companhia é agressiva: vender 1 milhão de veículos por ano nos Estados Unidos e na China até 2030. Analistas de mercado veem o plano com bons olhos, mas alertam que a economia global instável pode dificultar o crescimento esperado pela gigante japonesa.







