A NASA enviou para o espaço versões microscópicas dos quatro astronautas da missão Artemis 2. Dentro da cápsula Orion, quatro chips transparentes carregam células vivas da medula óssea dos tripulantes, funcionando como verdadeiros sentinelas biológicos durante a órbita lunar.
O projeto, apelidado de Avatar, utiliza tecnologia de ponta para observar como a radiação do vácuo espacial ataca o corpo humano em tempo real. As células foram colhidas meses antes do lançamento e são mantidas em canais que imitam o ambiente interno do organismo.
A escolha da medula óssea não foi por acaso, já que este é um dos tecidos mais sensíveis do corpo humano. Ao sair da proteção magnética da Terra, os astronautas enfrentam raios cósmicos e explosões solares que podem causar danos genéticos severos e até câncer.
Com esses clones em miniatura, os cientistas podem prever doenças e testar medicamentos personalizados sem colocar a vida da tripulação em risco imediato. É uma forma de saber o que acontece com o DNA de cada astronauta antes mesmo de os sintomas aparecerem nos humanos.
Assim que a cápsula Orion retornar e cair no Oceano Pacífico, os chips serão levados para análise em laboratório. Os pesquisadores vão comparar as células que foram à Lua com outras que ficaram na Terra para medir o nível de envelhecimento e danos ao DNA.
Se o experimento for bem-sucedido, o próximo passo da NASA é criar sistemas ainda mais complexos, com chips que simulam o coração e os pulmões. O objetivo final é garantir a segurança total dos astronautas em futuras viagens mais longas, como a ida para Marte.







