A NASA concluiu na última sexta-feira (10) a missão Artemis 2, marcando o retorno de voos tripulados à órbita lunar após mais de 50 anos. Embora os astronautas Jeremy Hansen, Victor Glover, Reid Wiseman e Christina Koch não tenham desembarcado, a viagem é o primeiro passo para o plano de moradia fixa no satélite.
O cronograma agora foca na missão Artemis 3, que servirá como um teste de acoplamento de naves. O pouso real de humanos em solo lunar, no entanto, é aguardado apenas para 2028. O objetivo principal do novo programa é garantir que a humanidade consiga manter uma presença permanente na Lua.
Apesar de o assunto ainda gerar dúvidas e teorias da conspiração — com pesquisas indicando que um em cada três brasileiros não acredita nas viagens espaciais — os registros históricos confirmam que 12 homens já caminharam na superfície da Lua entre os anos de 1969 e 1972.
A saga começou com a famosa Apollo 11, onde Neil Armstrong e Buzz Aldrin fizeram história. Nos anos seguintes, outras cinco missões (Apollos 12, 14, 15, 16 e 17) levaram duplas de astronautas americanos para realizar experimentos, dirigir veículos lunares e coletar rochas em diferentes regiões do satélite.
Os últimos a pisarem na poeira lunar foram Eugene Cernan e Harrison Schmitt, que encerraram a era Apollo em dezembro de 1972. Desde então, a tecnologia espacial evoluiu, mas nenhuma outra nação enviou missões tripuladas para caminhar fora da órbita terrestre.
Agora, com o encerramento da Artemis 2, a ciência espacial entra em uma nova fase. O foco deixa de ser apenas a visita rápida e passa a ser o desenvolvimento de tecnologias que permitam ao ser humano viver e trabalhar no espaço por longos períodos.







