A NASA tomou uma decisão difícil para manter a sonda Voyager 1 viva: desligou o instrumento de partículas de baixa energia (LECP), que operava quase sem parar desde o lançamento em 1977. A medida foi necessária após os engenheiros notarem uma queda perigosa nos níveis de eletricidade da nave durante uma manobra em fevereiro.
Atualmente, a Voyager 1 está a mais de 25 bilhões de quilômetros de distância do nosso planeta. Com quase cinco décadas de viagem, o gerador movido a plutônio está perdendo força, e qualquer oscilação extra de energia poderia causar um desligamento automático e irreversível de componentes vitais.
O equipamento desligado foi fundamental para provar que a sonda havia saído do Sistema Solar e entrado no espaço interestelar. Segundo a gerência da missão no Laboratório de Propulsão a Jato (JPL), desativar ferramentas científicas nunca é o plano ideal, mas é a única forma de garantir que a missão continue enviando dados de onde nenhum homem jamais chegou.
Apesar do corte, a Voyager 1 não está totalmente cega. Ela ainda mantém dois instrumentos funcionando perfeitamente para medir campos magnéticos e ondas de plasma. A escolha pelo desligamento do LECP seguiu uma lista técnica de prioridades para salvar o que resta de bateria na sonda.
Para o futuro, a NASA prepara um plano arriscado chamado “Big Bang”. A ideia é desligar vários componentes de uma vez e substituir as funções por sistemas que gastam menos energia. Esse teste será feito primeiro na Voyager 2, que está mais perto da Terra, antes de ser aplicado na Voyager 1.
Existe uma pequena esperança de que o instrumento desligado agora possa ser religado no futuro, mas isso depende de uma melhora inesperada nas condições de energia. Por enquanto, o foco total é impedir que a sonda se torne apenas um pedaço de metal vagando sem comunicação no vácuo do espaço.







