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NASA descobre cratera gigante na Lua e alerta para riscos em futuras missões espaciais

Impacto raro que ocorre uma vez por século abriu buraco de 225 metros de diâmetro; detritos foram lançados a 120 km de distância.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Serviço
27 de março, 2026 · 17:59 1 min de leitura

A NASA confirmou a descoberta de uma cratera imensa, com 225 metros de diâmetro, que se formou recentemente na superfície da Lua. O impacto é considerado um evento raríssimo pelos cientistas, ocorrendo em média apenas uma vez a cada 139 anos, e foi identificado através de imagens de satélite comparadas pelo Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO).

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O buraco tem cerca de 43 metros de profundidade e foi causado pela colisão de um corpo celeste em 2024. Embora a Lua pareça um lugar tranquilo, esse novo registro prova que o satélite natural da Terra ainda sofre mudanças drásticas em seu terreno por causa de impactos espaciais.

A força da colisão foi tão grande que espalhou poeira, rochas e detritos por uma área de até 120 quilômetros de distância. Segundo o astrônomo Mark Robinson, os materiais ejetados viajam a uma velocidade de quase um quilômetro por segundo, o que representa um perigo real para os equipamentos das próximas missões.

A nova cratera foi localizada em uma região de transição entre planícies de lava resfriada e áreas mais acidentadas. O formato alongado do buraco sugere que o solo naquela parte da Lua não é uniforme, o que torna a descoberta ainda mais interessante para os pesquisadores que estudam a geologia lunar.

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Além de abrir o novo buraco, o impacto acabou 'apagando' crateras menores que já existiam por perto, cobrindo-as com uma camada brilhante de poeira e destroços. Isso muda completamente a visão que os satélites tinham daquela região específica do solo lunar.

Para os especialistas, o evento serve como um aviso importante para o planejamento de bases fixas na Lua. Como os detritos podem atingir grandes distâncias em alta velocidade, o monitoramento constante da superfície tornou-se uma prioridade para garantir a segurança dos astronautas e das naves espaciais no futuro.

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