Cientistas apoiados pela NASA criaram um novo tipo de chip que pode ser a chave para descobrir vida fora da Terra. A tecnologia foi feita para aguentar o tranco em lugares inóspitos, como as luas congeladas de Júpiter, onde o frio chega a -180 °C e a radiação é mortal.
O principal alvo é Europa, uma das luas de Júpiter. Acredita-se que, sob uma grossa camada de gelo, exista um oceano de água líquida gigantesco. Esse oceano é um dos lugares mais promissores do nosso sistema solar para encontrar alguma forma de vida, mesmo que microscópica.
Até hoje, a exploração de lugares assim era quase impossível. Os equipamentos eletrônicos de foguetes e sondas precisam ser guardados em caixas aquecidas para não congelar, o que deixa as missões mais pesadas, caras e complicadas.
A grande sacada desse novo chip é que ele dispensa toda essa proteção. Ele foi projetado para funcionar perfeitamente no frio extremo. Isso significa que futuros robôs e sondas poderão ser mais leves, mais baratos e mais eficientes para explorar esses mundos distantes.
O segredo está no material usado, uma mistura de silício e germânio. Essa combinação faz com que os componentes eletrônicos trabalhem ainda mais rápido em temperaturas baixíssimas, ao contrário dos circuitos comuns, que simplesmente param de funcionar.
Além de ser resistente ao frio, o chip também foi construído para suportar os altos níveis de radiação encontrados perto de planetas gigantes como Júpiter. Essa dupla proteção é o que torna a tecnologia ideal para uma missão que pode, finalmente, responder se estamos sozinhos no universo.







