Paulo Afonso · BA
Última hora
Operação prende 14 suspeitos em Salvador nesta manhãSTF retoma julgamento sobre marco temporal nesta tardeVitória empata em casa pela Copa do BrasilVagas de emprego no polo de Camaçari saltam 22%Salvador registra maior volume de chuva do mês
PI 637
Serviço

Mundo em alerta: Corrida contra o tempo tenta evitar 'apagão' da internet por sabotagem de cabos

Aumento de atividades suspeitas da Rússia e China força países a usarem drones e lasers para proteger a rede submarina que sustenta a conexão global.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Serviço
10 de abril, 2026 · 09:25 1 min de leitura

Uma mobilização global sem precedentes tenta evitar que a internet sofra um colapso total. Governos e empresas privadas correm para proteger os cabos submarinos, responsáveis por quase todo o tráfego internacional de dados, após o aumento de ameaças de sabotagem envolvendo navios da Rússia e da China.

Publicidade

A OTAN já iniciou operações de vigilância com drones e aeronaves no Mar Báltico para monitorar a chamada "frota das sombras" russa. Enquanto isso, do outro lado do mundo, Taiwan reforçou patrulhas e criou leis rígidas para punir embarcações que cortem os cabos que passam por suas águas territoriais.

O grande desafio é que os cabos são frágeis: apesar de levarem a internet para o mundo todo, eles têm a espessura de uma bola de pingue-pongue. Embora acidentes com âncoras sejam comuns, cortes recentes perto de Taiwan foram descritos como "cirúrgicos", levantando suspeitas de ataques propositais para gerar caos nas comunicações.

Para combater os sabotadores, a nova estratégia aposta em tecnologia de ponta. Sensores a laser agora conseguem identificar vibrações estranhas no fundo do mar, permitindo que as autoridades saibam exatamente quando um navio suspeito se aproxima da rede antes mesmo de qualquer dano acontecer.

Publicidade

Mesmo com o clima de tensão, a construção de novos cabos não para de crescer. A demanda por Inteligência Artificial fez o número de projetos saltar de 66 em 2020 para 119 previstos apenas para este ano, mostrando que o mundo está cada vez mais dependente dessa infraestrutura escondida no oceano.

Especialistas alertam que a proteção física tem limites contra âncoras gigantes e dispositivos de corte modernos. Por isso, a saída tem sido criar rotas alternativas e dobrar as conexões em pontos estratégicos, garantindo que, se um cabo for cortado, o sinal seja desviado na hora para o usuário não ficar offline.

Leia também