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MIT desenvolve chip injetável para doenças cerebrais sem cirurgia

Pesquisadores do MIT criaram um chip injetável que trata doenças do cérebro, sem cirurgias invasivas.

Redação ChicoSabeTudo
13 de novembro, 2025 · 08:07 1 min de leitura
(Imagem: Treecha/Shutterstock)
(Imagem: Treecha/Shutterstock)

Pesquisadores do MIT desenvolveram um chip injetável inovador, projetado para tratar doenças cerebrais sem a necessidade de cirurgia. Denominada Circulatronics, a tecnologia permite a implantação de dispositivos eletrônicos subcelulares diretamente no cérebro por meio de uma injeção, evitando os riscos associados a procedimentos invasivos.

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A equipe, sob a liderança da pesquisadora Deblina Sarkar, do Laboratório Nano-Cibernético Biotrek do MIT, criou os SWEDs (dispositivos eletrônicos sem fio de tamanho subcelular). Esses microchips, que são menores que uma célula sanguínea, conseguem se deslocar autonomamente pelo corpo, guiados por células do sistema imunológico, até as regiões afetadas no cérebro. Uma vez implantados, eles realizam estimulação elétrica direcionada, contribuindo para o tratamento de transtornos como Alzheimer, depressão, esclerose múltipla e até mesmo tumores cerebrais.

Os SWEDs são feitos de camadas ultrafinas de polímeros semicondutores e metais, possibilitando sua circulação na corrente sanguínea. Para ativá-los, um feixe de luz infravermelha é direcionado ao crânio, permitindo a estimulação com precisão das áreas cerebrais. Essa técnica, chamada neuromodulação focal, oferece uma abordagem totalmente nova para o tratamento de condições neurológicas.

Os primeiros experimentos com os chips foram realizados em camundongos, onde inflamações cerebrais foram induzidas intencionalmente. Após a injeção dos dispositivos, foi observado que eles se fixaram nas áreas afetadas em menos de 72 horas, com ativação das células cerebrais sem causar danos ou rejeição. Esse resultado positivo abre novas possibilidades para tratamentos de alta precisão e potencialmente mais acessíveis para pacientes.

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A startup Cahira Technologies, criada no MIT, está planejando iniciar testes clínicos em três anos, trazendo a promessa de uma revolução no tratamento de doenças neurológicas e apresentando uma alternativa viável aos métodos tradicionais.

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