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Mistério revelado: Entenda por que as estrelas 'somem' nas fotos da missão Artemis 2

Imagens da NASA mostram a Lua em um fundo totalmente preto, mas existe uma explicação técnica para o fenômeno.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Serviço
07 de abril, 2026 · 18:00 2 min de leitura

As recentes imagens enviadas pela missão Artemis 2 chamaram a atenção de curiosos por um detalhe intrigante: nas fotos em que a Lua aparece iluminada, o céu ao fundo surge completamente preto, sem o brilho das estrelas. A ausência dos astros gerou questionamentos, mas a explicação é puramente técnica e envolve as limitações das câmeras fotográficas.

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De acordo com especialistas, o motivo principal é o chamado alcance dinâmico. Trata-se da capacidade do equipamento de capturar detalhes em áreas muito claras e muito escuras ao mesmo tempo. Como a superfície da Lua reflete muita luz solar, as câmeras precisam ser ajustadas para não 'estourar' a imagem do satélite, o que acaba apagando o brilho mais fraco das estrelas.

Para registrar as estrelas, seria necessário aumentar o tempo de exposição da lente. No entanto, se os astronautas fizessem isso enquanto focam na Lua ou na Terra iluminada, esses corpos celestes apareceriam apenas como grandes manchas brancas sem definição, impossibilitando ver as crateras e detalhes do solo lunar.

Uma prova de que as estrelas estão lá foi uma foto específica divulgada pela NASA, onde é possível ver o planeta Vênus e o brilho estelar. Nesse caso, a câmera foi configurada para registrar o lado escuro da Terra, iluminado apenas pelo reflexo da Lua cheia, permitindo que luzes mais fracas aparecessem no registro.

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Apesar da alta tecnologia das câmeras e sondas, a NASA reforça que o olhar dos astronautas continua sendo a ferramenta mais importante da missão. A presença humana na Artemis 2 serve para interpretar o ambiente e tomar decisões rápidas que as máquinas ainda não conseguem realizar sozinhas.

A missão segue em sua jornada espacial, trazendo registros inéditos como a Bacia Oriental lunar. A ideia é que os astronautas funcionem como observadores científicos, complementando os dados coletados pelos robôs e rovers que já exploram o espaço.

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