Paulo Afonso · BA
Última hora
Operação prende 14 suspeitos em Salvador nesta manhãSTF retoma julgamento sobre marco temporal nesta tardeVitória empata em casa pela Copa do BrasilVagas de emprego no polo de Camaçari saltam 22%Salvador registra maior volume de chuva do mês
PI 637
Serviço

Microsoft registra queda histórica nas ações, mas analistas veem futuro com IA

As ações da Microsoft sofreram a maior queda desde 2020 após resultados financeiros, levantando preocupações sobre a divisão Azure, apesar da gigante focar em inteligência artificial para o futuro.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Serviço
30 de janeiro, 2026 · 18:47 2 min de leitura
(Imagem: PJ McDonnell/Shutterstock)
(Imagem: PJ McDonnell/Shutterstock)

A Microsoft viveu um momento de turbulência no mercado financeiro recentemente, quando suas ações sofreram a maior queda desde 2020. Em um único dia, a empresa viu seu valor encolher em assustadores US$ 357 bilhões – algo em torno de R$ 1,8 trilhão – na bolsa de valores. Essa queda expressiva de 10% veio logo depois da divulgação dos resultados financeiros da gigante da tecnologia.

Publicidade

Mesmo com a Microsoft mostrando lucros e receitas acima do que se esperava, a reação dos investidores não foi das melhores. O que mais preocupou o mercado e puxou o valor das ações para baixo foi o desempenho da Azure, a divisão de serviços de nuvem da empresa.

A aposta da Microsoft na inteligência artificial e o desafio da Azure

A Azure, que oferece serviços na nuvem para empresas, cresceu 39%. À primeira vista, é um número alto, mas foi um pouco menor do que o trimestre anterior (que registrou 40%) e ficou ligeiramente abaixo da expectativa de alguns analistas. Esse detalhe foi o suficiente para acender um alerta no mercado, que hoje cobra resultados cada vez mais rápidos e grandiosos das grandes empresas de tecnologia, especialmente para justificar os bilhões investidos em inteligência artificial (IA).

A Microsoft explicou que essa desaceleração no crescimento da Azure não se deu por falta de clientes, mas por uma decisão estratégica. A empresa precisou direcionar parte de seus próprios data centers – que seriam alugados para outras companhias – para rodar seus próprios serviços de IA, como o popular Copilot. É como usar a própria casa para um projeto pessoal importante em vez de alugar um quarto para hóspedes.

Publicidade

Essa mudança de foco vem acompanhada de gastos enormes. A Microsoft aumentou seus investimentos em infraestrutura em impressionantes 66%, gastando US$ 37,5 bilhões (cerca de R$ 196 bilhões) em apenas três meses. Esse dinheiro foi aplicado na construção de novos data centers, na compra de chips avançados, essenciais para rodar modelos complexos de IA, e no fortalecimento da parceria com a OpenAI, a empresa por trás do ChatGPT.

Vale lembrar que a OpenAI se comprometeu a usar US$ 250 bilhões (R$ 1,3 trilhão) em serviços de nuvem da Microsoft para rodar sua inteligência artificial, mostrando a profundidade dessa colaboração.

Especialistas da CNBC comentaram que se tornou um grande desafio para empresas gigantes como a Microsoft manter um crescimento “explosivo” o tempo todo. Especialmente quando o foco é na qualidade e no desenvolvimento de produtos de IA a longo prazo, em vez de um ganho imediato. É uma equação complexa, mas que muitos veem com otimismo.

Apesar do susto na bolsa de valores, o valor das ações da Microsoft se estabilizou no dia seguinte. Grandes bancos e analistas de mercado continuam olhando para a empresa com bons olhos. O argumento é que a Microsoft está fazendo um sacrifício financeiro de curto prazo para construir uma estrutura tecnológica robusta e garantir um futuro ainda mais promissor no mundo da inteligência artificial.

Leia também