Paulo Afonso · BA
Última hora
Operação prende 14 suspeitos em Salvador nesta manhãSTF retoma julgamento sobre marco temporal nesta tardeVitória empata em casa pela Copa do BrasilVagas de emprego no polo de Camaçari saltam 22%Salvador registra maior volume de chuva do mês
PI 637
Serviço

Microsoft, Google e Adobe elevam preços de assinaturas com IA

Microsoft, Google e Adobe estão aumentando preços de assinaturas após integrar recursos de IA, repassando custos de data centers e energia aos assinantes.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Serviço
02 de novembro, 2025 · 09:39 2 min de leitura
Imagem: Ascannio/Shutterstock
Imagem: Ascannio/Shutterstock

Redmond, no estado de Washington — Nos últimos anos, empresas como Microsoft, Google e Adobe passaram a integrar recursos de inteligência artificial em seus produtos e, ao mesmo tempo, reajustaram preços. Na prática, parte dos custos com infraestrutura foi transferida para os assinantes.

Publicidade

Mas por que isso aconteceu?

O que mudou

  • Microsoft: lançou o Microsoft 365 Premium por US$ 19,99 ao mês, com o Copilot Pro incluído.
  • Google: incorporou o assistente Gemini aos planos do Workspace e aplicou ajustes de preço que chegaram a 33%.
  • Adobe: renomeou o Creative Cloud para Creative Cloud Pro e aumentou em US$ 10 por mês, alegando expansão das ferramentas de IA generativa.

Especialistas consultados dizem que os aumentos eram previsíveis: os custos de data centers e energia subiram, e isso pesa na conta das empresas — que acabam repassando parte desse custo aos clientes. Ao mesmo tempo, há um fator de percepção: o rótulo de "IA" tende a fazer o produto parecer mais valioso.

“Os custos operacionais dos datacenters e do consumo de energia são tão altos que as empresas precisam repassar parte disso aos assinantes”, afirmou Fred Hicks, da Universidade Adelphi.

Publicidade

“O rótulo de IA cria um viés de valor percebido, fazendo com que consumidores associem o produto a algo mais inteligente ou útil — mesmo que pouco mude na prática”, explicou Elizabeth Parkins, da Roanoke College.

Além do impacto direto no preço, especialistas notaram mudanças no comportamento do consumidor: pacotes premium e aumentos graduais fazem com que muitas pessoas mantenham assinaturas mesmo sem usar todas as novas funções.

“Você paga US$ 10 aqui e US$ 20 ali por recursos que nem pediu”, alertou Chris Sorensen.

Alguns analistas dizem que um modelo de cobrança por uso — pagar só pelo que se consome — seria uma alternativa lógica, mas, até agora, não virou regra. No dia a dia, a tendência prevalente tem sido incorporar parte do custo da corrida pela IA nas assinaturas mensais.

Leia também