Imagina um assistente digital pensado para ser seguro desde o início. Em Redmond, a equipe da Microsoft desenvolveu o Copilot com esse objetivo: uma IA orientada para todas as idades e projetada para evitar versões adultas, segundo a própria empresa e uma reportagem da CNN.
Quem não gostaria de algo assim para os filhos? O serviço chegou a reunir cerca de 100 milhões de usuários — um número expressivo, embora distante dos aproximadamente 800 milhões atribuídos ao ChatGPT.
O que o Copilot oferece
O foco do produto são usos do dia a dia e a colaboração em grupo. Entre as funcionalidades disponíveis estavam:
- modo de grupo para conversas compartilhadas com até 32 participantes;
- acesso a históricos de conversa para retomar diálogos quando necessário;
- ferramentas de apoio à saúde que consultavam fontes reconhecidas, como a Harvard Health.
Segurança e limites
Em vez de depender apenas de controles parentais separados, a Microsoft integrou mecanismos de proteção diretamente no assistente. A empresa deixou claro que não pretende criar versões com conteúdo erótico.
“Quero uma IA que você confie para seus filhos usarem, e isso significa que ela precisa ser segura e com limites”, disse Mustafa Suleyman.
Especialistas ouvidos pela reportagem, porém, levantaram dúvidas. Eles apontaram que filtros e limites nem sempre são infalíveis — há risco de contorno por meio de prompts bem elaborados.
“Isso não é algo que buscaremos”, disse Mustafa Suleyman, ao reafirmar a opção de não criar versões eróticas do produto.
“Precisamos desenvolver IA para pessoas, não para ser uma pessoa digital”, disse Mustafa Suleyman, enfatizando o papel da tecnologia em reforçar vínculos humanos.
A Microsoft afirmou que seguirá aprimorando os recursos de segurança e expandindo o alcance do Copilot, mantendo o compromisso de não recorrer a versões adultas e de priorizar a integração da IA com as relações humanas.







