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Método inovador para produção de xantomatina é desenvolvido

Cientistas da UC San Diego desenvolvem método que aumenta em 1.000 vezes a produção do pigmento xantomatina útil para camuflagem de cefalópodes.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Serviço
10 de novembro, 2025 · 07:43 1 min de leitura
Xantomatina também contribui para o vermelho intenso nos corpos das libélulas e nos olhos das moscas 
 (Imagem: UC San Diego/Reprodução)
Xantomatina também contribui para o vermelho intenso nos corpos das libélulas e nos olhos das moscas (Imagem: UC San Diego/Reprodução)
PI 637

Cientistas da Universidade da Califórnia em San Diego, nos Estados Unidos, anunciaram a criação de um método inovador para a produção do pigmento xantomatina, essencial para a camuflagem de cefalópodes como polvos e lulas. A técnica, que representa um avanço significativo na biotecnologia, possibilita a geração de até 1.000 vezes mais pigmento do que métodos tradicionais, facilitando sua implementação em diversas indústrias.

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O pigmento xantomatina, que confere aos polvos sua habilidade de se camuflar, até então era difícil de ser produzido em larga escala. A equipe de pesquisa se deparou com o desafio da extração eficiente e escalável, que historicamente dependia de métodos de síntese química com baixo rendimento. Com isso, os cientistas desenvolveram uma nova abordagem chamada “biossíntese acoplada ao crescimento”, que vincula a produção do pigmento à sobrevivência da bactéria utilizada.

“Precisávamos de uma abordagem completamente nova para resolver esse problema”, disse Leah Bushin, autora principal do estudo.

A técnica inovadora não apenas destaca aspectos biológicos e químicos do reino animal, mas também oferece uma alternativa sustentável, reduzindo a dependência de materiais derivados de combustíveis fósseis. Pode ser aplicada em produtos químicos dentro da indústria, apresentando potencial para ser utilizada em cosméticos, tintas e, até mesmo, na fabricação de dispositivos fotoeletrônicos.

Instituições como o Departamento de Defesa dos Estados Unidos demonstram interesse no uso do pigmento, explorando suas capacidades de camuflagem. Além disso, empresas de cosméticos buscam aplicá-lo em protetores solares naturais e outros setores estão avaliando usos que variam de tintas que mudam de cor a sensores ambientais.

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O estudo foi publicado na revista Nature Biotechnology e contou com o financiamento de importantes órgãos de pesquisa, incluindo os Institutos Nacionais de Saúde (NIH) e o Escritório de Pesquisa Naval (ONR).

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