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Mesária é detida em Salvador por suspeita de fraude eleitoral

Mulher é investigada por registrar voto de PM em trânsito durante votação em escola de Santa Cruz

Redação ChicoSabeTudo
05 de outubro, 2026 · 20:21 2 min de leitura

Uma mesária foi detida em flagrante no domingo (4), em Salvador, suspeita de cometer fraude eleitoral. Segundo o g1, ela é investigada por votar no lugar de um policial militar que estava na condição de voto em trânsito e que, por causa do episódio, não conseguiu votar.

O caso aconteceu na Escola Estadual de 1º Grau José Calazans Brandão da Silva, no bairro de Santa Cruz. De acordo com o g1 e com o Tribuna do Recôncavo, a suspeita surgiu depois que o policial entregou seus documentos e passou pela identificação biométrica na seção eleitoral.

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Segundo a versão atribuída à mesária, um eleitor anterior havia deixado o voto pendente na urna. Ao tentar resolver essa pendência, ela teria acabado registrando o voto no lugar do policial militar.

As duas reportagens confirmam que a mulher foi levada à Superintendência da Polícia Federal na Bahia. O g1 informa que ela prestou depoimento e foi liberada. Já o Tribuna do Recôncavo registra apenas que ela foi encaminhada à sede da PF para depor, sem confirmar a liberação.

A Polícia Federal não citou o caso da mesária em seu balanço oficial divulgado no mesmo domingo. Segundo o órgão, até as 11h30 daquele dia haviam sido abertos cinco inquéritos e lavrados 12 termos circunstanciados por crimes eleitorais em 13 estados, incluindo a Bahia, além de 48 pessoas conduzidas e cerca de R$ 769 mil em bens e valores apreendidos, com a ressalva de que os números eram preliminares.

O Tribuna do Recôncavo informou que a Polícia Federal abriu um procedimento para apurar as circunstâncias do caso e uma eventual responsabilidade da mesária. O g1 também afirma que o episódio será investigado.

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Além do caso da mesária, a Polícia Militar da Bahia registrou, segundo o g1 e o jornal A Tarde, 147 ocorrências ligadas a crimes e irregularidades eleitorais durante o primeiro turno, em todos os 417 municípios baianos. Foram 17 prisões em flagrante e 21 termos circunstanciados de ocorrência.

De acordo com as duas reportagens, a boca de urna foi a irregularidade mais registrada, com 85 casos. Também houve 17 denúncias de compra de voto, 13 casos de propaganda, passeata ou carreata irregular, 10 registros de desobediência à autoridade eleitoral, seis conflitos entre grupos políticos, seis casos de desacato, seis agressões físicas e quatro ameaças a eleitores.

A reportagem de A Tarde acrescenta que a corporação apreendeu três simulacros de arma de fogo e recuperou dois veículos durante a operação, que mobilizou 26.179 policiais militares em todo o estado.

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