Paulo Afonso · BA
Última hora
Operação prende 14 suspeitos em Salvador nesta manhãSTF retoma julgamento sobre marco temporal nesta tardeVitória empata em casa pela Copa do BrasilVagas de emprego no polo de Camaçari saltam 22%Salvador registra maior volume de chuva do mês
PI 637
Serviço

Máquina que sente cheiro pode descobrir doenças graves pelo hálito

Apelidada de 'nariz eletrônico', nova tecnologia usa inteligência artificial para farejar problemas de saúde, gases tóxicos e até ajudar a criar perfumes.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Serviço
17 de março, 2026 · 22:33 1 min de leitura

Já imaginou uma máquina descobrir que você está com uma infecção grave só de analisar o seu hálito? Essa é a promessa de uma nova tecnologia que usa inteligência artificial (IA) para sentir cheiros. O aparelho, chamado de “nariz eletrônico”, está sendo desenvolvido para identificar doenças com uma precisão impressionante.

Publicidade

Esse nariz robótico é muito mais potente que o nosso, podendo ser até mil vezes mais sensível. Diferente de nós, que nos acostumamos com um cheiro depois de um tempo, a máquina continua sentindo o odor com a mesma intensidade, analisando todas as partículas que o compõem.

A utilidade vai além da saúde. A tecnologia pode servir como um alarme para vazamentos de gás em casa ou para detectar poluentes no ar da cidade. A indústria de cosméticos também está de olho, usando o aparelho para criar novos perfumes de forma mais rápida e barata.

Mas a coisa não é tão simples quanto parece. Ensinar uma máquina a cheirar é muito mais difícil do que ensiná-la a ver uma imagem. Fatores como a umidade do ar e a forma como o cheiro se espalha podem confundir o aparelho e atrapalhar os resultados.

Publicidade

Outro grande obstáculo é a falta de uma “biblioteca de cheiros”. Enquanto a internet está cheia de fotos e textos para treinar a IA, quase não existem dados digitais sobre aromas. Criar esse banco de dados vai levar muito tempo e trabalho.

Segundo especialistas, pode levar cerca de 30 anos para que essa tecnologia se torne comum no nosso dia a dia, um caminho parecido com o que aconteceu com o reconhecimento de fotos. A ideia é boa, mas ainda vai demorar para termos um desses no bolso.

Leia também