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James Webb observa erupções do buraco negro supermassivo Sgr A*

O Telescópio James Webb registra erupções surpreendentes do buraco negro Sgr A*, revelando novas informações sobre seu campo magnético.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Serviço
29 de novembro, 2025 · 03:43 2 min de leitura
Descoberta pode ajudar a entender como buracos negros atuam em nossa galáxia, especialmente Sagitário A* (Imagem: nednapa/Shutterstock)
Descoberta pode ajudar a entender como buracos negros atuam em nossa galáxia, especialmente Sagitário A* (Imagem: nednapa/Shutterstock)

O Telescópio Espacial James Webb (JWST) capturou observações inéditas de explosões de Sagitário A* (Sgr A*), o buraco negro supermassivo localizado no centro da Via Láctea. Essa descoberta marca a primeira vez que erupções desse fenômeno foram observadas no regime do infravermelho médio, abrindo novas possibilidades para entender o papel dos campos magnéticos na matéria que envolve esses gigantes cósmicos.

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A análise foi conduzida por uma equipe de astrônomos liderada por Sebastiano von Fellenberg, do Instituto Max Planck de Radioastronomia, na Alemanha. A utilização do JWST permitiu preencher uma lacuna crítica nas observações de Sgr A*, que até então eram predominantemente realizadas no infravermelho próximo e em outras faixas de onda. Von Fellenberg descreveu os dados obtidos como "emocionantes", pois permitem conectar as observações nos regime de rádio e infravermelho próximo, indicando importantes nuances nos processos que geram essas chamas.

As erupções de Sgr A* não têm origem no próprio buraco negro, mas na matéria ao seu redor. Simulações revelam que essas explosões são provocadas por interações entre os campos magnéticos das regiões circundantes. Quando as linhas de campo magnético se conectam, uma enorme quantidade de energia é liberada, resultando em radiação conhecida como "radiação síncrotron". Os dados do infravermelho médio revelaram uma variação no índice espectral da chama, indicando a ocorrência do fenômeno conhecido como "resfriamento síncrotron", onde elétrons acelerados perdem energia ao emitir essa radiação.

Von Fellenberg também explicou que a medição da intensidade do campo magnético se beneficiou das observações no infravermelho médio, permitindo uma determinação mais precisa, sem interferências de outros parâmetros. Essa abordagem fornece um método mais 'limpo' para a análise, essencial para a formulação de modelos teóricos relacionados a Sgr A*.

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As notáveis observações do JWST foram viabilizadas pela alta sensibilidade do telescópio, especialmente através do espectrômetro de média resolução (MRS) do seu instrumento de infravermelho médio (MIRI). Von Fellenberg ressaltou que a localização do telescópio no Espaço é crucial para evitar as interferências da atmosfera terrestre, que comprometeriam as observações.

A pesquisa realizada pela equipe encontra-se disponível no repositório arXiv, acompanhada de artigos complementares que exploram mais a fundo as descobertas sobre Sgr A* e suas erupções cósmicas.

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