Paulo Afonso · BA
Última hora
Operação prende 14 suspeitos em Salvador nesta manhãSTF retoma julgamento sobre marco temporal nesta tardeVitória empata em casa pela Copa do BrasilVagas de emprego no polo de Camaçari saltam 22%Salvador registra maior volume de chuva do mês
PI 637
Serviço

James Webb não encontra exolua e nova busca é prevista para 2027

Apesar de intensas buscas, o Telescópio James Webb ainda não detectou a primeira exolua, com novas tentativas programadas para 2027.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Serviço
02 de dezembro, 2025 · 12:53 2 min de leitura
Uma das maiores expectativas em torno do Telescópio Espacial James Webb, a NASA, está na detecção de exolus – mas até agoa, quase quatro anos após ser lançado, o observatório não encontrou nenhuma. Crédito: Vadim Sadovski - Shutterstock
Uma das maiores expectativas em torno do Telescópio Espacial James Webb, a NASA, está na detecção de exolus – mas até agoa, quase quatro anos após ser lançado, o observatório não encontrou nenhuma. Crédito: Vadim Sadovski - Shutterstock

Desde o seu lançamento em 25 de dezembro de 2021, o Telescópio James Webb (JWST), da NASA, tem proporcionado uma série de descobertas significativas, mas ainda não conseguiu detectar a primeira exolua, um satélite natural de um planeta fora do Sistema Solar. O desafio dessa busca foi recentemente discutido em um artigo pré-publicado no arXiv, liderado pelo pesquisador David Kipping, da Universidade Columbia, nos Estados Unidos.

Publicidade

A investigação concentrou-se na análise de 60 horas de observações com o instrumento NIRSpec do JWST, buscando por sinais que pudessem corroborar a existência da exolua. As pistas anteriores levantadas pelos pesquisadores apontavam para possíveis gases estranhos que, segundo a hipótese, poderiam sugerir a presença de luas invisíveis. Um foco essencial se deu sobre o exoplaneta Kepler-167e, considerado apto para essa busca, pois sua massa é levemente inferior à do maior gigante gasoso do Sistema Solar e orbita sua estrela a uma distância correspondente entre Marte e Júpiter.

No entanto, ao analisar as variações na luz do exoplaneta, que foram registradas, os pesquisadores acabaram por atribuí-las, em parte, ao efeito do próprio detector. Além disso, os dados foram processados em diferentes abordagens, utilizando pipelines específicos, e comparados a diversos modelos matemáticos que tentam identificar variações sutis na luz estelar. Uma combinação de sete das doze abordagens utilizadas chegou a indicar a possível presença da exolua, mas também apresentaram a alternativa de que tais sinais poderiam ser resultado de um fenômeno diferente, como uma mancha estelar.

Conforme as análises avançaram, a equipe concluiu que a hipótese mais plausível referia-se a manchas na superfície da própria estrela Kepler-167, resultado de estudos anteriores que mostraram a capacidade dessa estrela de gerar manchas significativas. Reconhecendo as complexidades da situação, os pesquisadores determinaram que seria mais provável que os sinais observados corresponderam a fenômenos estelares e não a uma exolua. Apesar disso, a equipe mantém a perspectiva otimista sobre novas investigação futuras.

Publicidade

Os autores do estudo planejam realizar novas observações do exoplaneta Kepler-167e em outubro de 2027. Embora não haja certeza sobre a disponibilidade do tempo necessário no telescópio, é destacado que diversos projetos focados na busca por exoluas estão em andamento, o que alimenta a expectativa de que a confirmação de uma exolua seja apenas uma questão de tempo.

Leia também