Paulo Afonso · BA
Última hora
Operação prende 14 suspeitos em Salvador nesta manhãSTF retoma julgamento sobre marco temporal nesta tardeVitória empata em casa pela Copa do BrasilVagas de emprego no polo de Camaçari saltam 22%Salvador registra maior volume de chuva do mês
PI 637
Serviço

IA simula atividade neural sem treinamento, segundo estudo

Pesquisadores mostram que IA pode reproduzir padrões neurais sem dados, desafiando modelos tradicionais e priorizando arquitetura sobre treinamento.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Serviço
02 de dezembro, 2025 · 10:26 1 min de leitura
Imagem: Peshkova/Shutterstock
Imagem: Peshkova/Shutterstock

Pesquisadores da Universidade Johns Hopkins revelaram que sistemas de inteligência artificial (IA) com arquiteturas semelhantes às do cérebro humano conseguem simular padrões de atividade neural sem qualquer treinamento prévio. O estudo, publicado na Nature Machine Intelligence em setembro de 2023, desafia a abordagem convencional da IA que prioriza o uso de grandes volumes de dados e poder computacional elevado.

Arquitetura em vez de dados

Publicidade

De acordo com Mick Bonner, professor-assistente de ciências cognitivas e autor principal da pesquisa, o desenvolvimento atual na área de IA tende a focar em modelos complexos que dependem de imensos conjuntos de dados. “Enquanto isso, humanos aprendem a ver usando pouquíssimos dados”, afirmou Bonner, ao sugerir que arquiteturas mais biológicas podem dar aos sistemas de IA uma “vantagem” inicial.

A equipe de pesquisadores analisou três tipos de arquiteturas comuns na construção de IA: transformers, redes totalmente conectadas e redes convolucionais. A partir dessas bases, foram criadas diversas variações estruturais. Durante o experimento, modelos não treinados foram expostos a imagens de objetos, pessoas e animais.

Os resultados mostraram que enquanto os transformers e redes totalmente conectadas apresentaram respostas estáveis, as redes convolucionais modificadas geraram padrões de resposta que se aproximaram da atividade cerebral humana. O desempenho dessas redes convolucionais não treinadas rivalizou com o de sistemas convencionais que exigem milhões de imagens para alcançar resultados similares, indicando que a arquitetura pode ser mais crítica do que a quantidade de dados utilizada.

Publicidade

A equipe agora se dedica ao desenvolvimento de novos algoritmos de aprendizado que se inspirem em processos biológicos, visando apoiar um avanço no campo do deep learning.

Leia também