Um prejuízo de R$ 17,5 bilhões entre 2021 e 2023. Esse foi o rombo enfrentado pelas operadoras de planos de saúde no Brasil, um problema que afeta diretamente o bolso do consumidor. Para combater esse desperdício, uma nova inteligência artificial (IA) promete passar um pente-fino nas contas e identificar gastos indevidos.
A tecnologia, desenvolvida pela empresa Arvo, funciona como um agente inteligente que analisa as cobranças médicas em busca de inconsistências. O objetivo é frear a sangria de dinheiro causada por falhas administrativas, cobranças abusivas e até mesmo fraudes que muitas vezes passam despercebidas.
Os criadores da ferramenta explicam que nem todo gasto indevido é má-fé. Muitas vezes, o problema está em erros de processo, cobranças que não seguem o contrato ou falhas humanas. A IA consegue identificar esses desvios que, manualmente, levariam muito mais tempo para serem encontrados.
E os resultados já impressionam. Em um dos casos de uso, a tecnologia identificou mais de R$ 3,6 milhões em economia potencial em apenas um mês. Em outro, conseguiu evitar 30% dos custos ligados a desperdícios nos primeiros seis meses de aplicação.
Para se ter uma ideia do impacto, a economia gerada pela IA em um ano poderia bancar 16,6 milhões de consultas com especialistas, 1,7 milhão de internações hospitalares ou 2,7 milhões de exames de imagem, como tomografias e ressonâncias.
O avanço dessa tecnologia já está sendo acompanhado pelos órgãos reguladores. O Conselho Federal de Medicina publicou recentemente regras para o uso da IA na saúde, deixando claro que ela deve servir como uma ferramenta de apoio, sem substituir o trabalho e a decisão final dos profissionais de saúde.







