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IA impulsiona fortunas de bilionários do Vale do Silício em 2025

Em 2025, dez bilionários do Vale do Silício ganharam mais de US$ 500 bilhões, impulsionados pela IA. Elon Musk e Jensen Huang lideram os ganhos recordes.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Serviço
27 de dezembro, 2025 · 13:59 4 min de leitura
Elon Musk e o CEO da Nvidia, Jensen Huang (Imagem: Frederic Legrand - COMEO e jamesonwu1972/Shutterstock)
Elon Musk e o CEO da Nvidia, Jensen Huang (Imagem: Frederic Legrand - COMEO e jamesonwu1972/Shutterstock)

A corrida global pela inteligência artificial (IA) fez a fortuna dos maiores bilionários da tecnologia nos Estados Unidos disparar em 2025. Dez nomes influentes do Vale do Silício encerraram o ano com um ganho combinado que ultrapassou a marca impressionante de US$ 500 bilhões (equivalente a R$ 2,7 trilhões na cotação da época).

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Pouco antes do Natal de 2025, o patrimônio total desses gigantes da tecnologia atingiu a casa dos US$ 2,5 trilhões (cerca de R$ 14 trilhões). Esse salto financeiro superou, inclusive, o desempenho do índice S&P 500 da bolsa americana, que teve um aumento de pouco mais de 18% no mesmo período. O grande motor por trás dessa valorização foram os gastos recordes em chips, data centers e softwares de IA, transformando fundadores e CEOs do Vale do Silício nos principais beneficiados.

Musk e Nvidia: Rumo a marcos históricos de riqueza

No topo da lista dos que mais lucraram está Elon Musk. O empresário viu seu patrimônio crescer quase 50% ao longo de 2025, alcançando cerca de US$ 645 bilhões (R$ 3,5 trilhões). Esse aumento expressivo veio da combinação de um contrato salarial bilionário com a Tesla e a reavaliação da SpaceX, que passou a ser estimada em US$ 800 bilhões (R$ 4,4 trilhões). O mercado entende que Musk controla ativos essenciais em áreas como mobilidade, exploração espacial e computação de alta performance, todas elas intimamente ligadas à expansão da IA.

Em outubro de 2025, Elon Musk quebrou uma barreira inédita, tornando-se o primeiro bilionário a ultrapassar os US$ 500 bilhões (R$ 2,7 trilhões) em patrimônio. Projeções de analistas indicam que, se a Tesla continuar cumprindo suas metas futuras, ele pode se tornar também o primeiro trilionário (em dólar) da história.

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Outro personagem crucial nesse cenário é Jensen Huang, CEO da Nvidia. A empresa alcançou o marco de ser a primeira no mundo a atingir um valor de mercado de US$ 5 trilhões (R$ 27,7 trilhões). Isso consolidou o papel da Nvidia como a principal fornecedora dos chips essenciais para treinar e operar os complexos modelos de inteligência artificial. Com esse sucesso, Huang entrou para o top 10 dos bilionários globais, com uma fortuna estimada em US$ 159 bilhões (R$ 881 bilhões).

Outros nomes também viram suas fortunas explodirem. Larry Page e Sergey Brin, cofundadores do Google, somaram mais de US$ 190 bilhões (R$ 1 trilhão) às suas riquezas, impulsionados pelos avanços do Google em modelos próprios de IA e pelos chips da família Tensor. Já Larry Ellison, da Oracle, surfou na onda de um contrato de US$ 300 bilhões (R$ 1,6 trilhão) para fornecer data centers conectados à OpenAI, o que inflou rapidamente seu patrimônio.

Entre a euforia e o alerta de bolha especulativa

Apesar dos números astronômicos, economistas levantam um alerta sobre o caráter altamente especulativo dessa riqueza. Grande parte das fortunas está atrelada à expectativa de que a IA traga retornos futuros que justifiquem o volume atual de investimentos, algo que, para muitos setores, ainda não se concretizou de forma consistente.

Essa tensão se manifesta até mesmo entre os grandes. Mark Zuckerberg, CEO da Meta, caiu posições no ranking depois que as ações de sua empresa recuaram. Investidores se mostraram preocupados com os gastos bilionários em infraestrutura e a agressiva contratação de pesquisadores, questionando não a relevância da IA, mas o ritmo e o custo dessa aposta.

Curiosamente, houve uma exceção notável: Bill Gates, cofundador da Microsoft, foi o único da lista a terminar 2025 com uma queda em seu patrimônio. No entanto, essa redução não reflete desconfiança tecnológica, mas sim uma decisão deliberada de vender ações para financiar suas iniciativas filantrópicas.

O alerta mais abrangente vem de autoridades monetárias. O Banco da Inglaterra, por exemplo, mencionou o risco de uma “correção súbita” nos mercados globais caso as expectativas em torno da IA não se confirmem. Essa preocupação já afeta empresas como a Oracle, que viu suas ações recuarem 40% em relação ao pico de setembro, em meio a dúvidas sobre como financiar sua expansão física de centros de dados.

Paralelamente a esse avanço da elite ultra-rica, ganham força as propostas de taxação de grandes fortunas, vistas como uma forma de reequilibrar economias que se tornam cada vez mais concentradas. As informações usadas nesta matéria foram apuradas pelo Financial Times e The Guardian.

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