O bilionário Elon Musk subiu o tom na disputa judicial contra a OpenAI. Em novos documentos entregues à Justiça dos Estados Unidos, o dono do X (antigo Twitter) exige a remoção imediata de Sam Altman e Greg Brockman de seus cargos de liderança na empresa que criou o ChatGPT.
A briga gira em torno de uma suposta traição. Musk, que ajudou a fundar a OpenAI em 2015, afirma que foi convencido a doar cerca de R$ 195 milhões sob a promessa de que a organização seria sem fins lucrativos. Segundo os advogados do magnata, ele foi manipulado enquanto a empresa se transformava em um negócio bilionário focado em lucro.
O julgamento está marcado para começar no dia 27 de abril, na Califórnia. Além de pedir a cabeça dos diretores, Musk quer que o tribunal obrigue a OpenAI a devolver todo o dinheiro que ele considera como "ganhos indevidos", incluindo parcerias com a Microsoft, para fins de caridade.
A OpenAI não ficou calada e já acionou autoridades americanas para investigar o comportamento de Musk. A empresa acusa o bilionário de tentar prejudicar a concorrência e de agir de forma agressiva para favorecer sua própria empresa de inteligência artificial, a xAI.
A disputa também tem cifras astronômicas envolvidas. Em documentos anteriores, a defesa de Musk chegou a mencionar que o prejuízo e os ganhos das empresas envolvidas poderiam chegar a centenas de bilhões de reais, fruto do apoio inicial dado pelo empresário antes de sua saída em 2018.
Para o cidadão que usa o ChatGPT no dia a dia, a briga mostra que os bastidores da tecnologia estão longe de serem pacíficos. O desfecho desse caso pode mudar completamente a forma como a inteligência artificial é gerida e distribuída para o público mundial.







