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Guerra espacial: Blue Origin desafia Starlink com internet ultrarrápida

A Blue Origin de Jeff Bezos prepara a TeraWave, uma rede de satélites que promete internet ultrarrápida para empresas, desafiando a Starlink de Elon Musk.

Redação ChicoSabeTudo
08 de fevereiro, 2026 · 16:48 3 min de leitura
Jeff Bezos, dono da Blue Origin, e Elon Musk, dono da SpaceX (Imagem: DFree e Press Connect - Shutterstock)
Jeff Bezos, dono da Blue Origin, e Elon Musk, dono da SpaceX (Imagem: DFree e Press Connect - Shutterstock)

O espaço está se tornando um novo campo de batalha para bilionários da tecnologia. Jeff Bezos, dono da Amazon e fundador da Blue Origin, acaba de anunciar um plano ambicioso para desafiar a Starlink, de Elon Musk, no crescente mercado de internet via satélite. O nome do projeto da Blue Origin é TeraWave, e ele promete uma velocidade de conexão impressionante, mirando um público bem específico.

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Com um nome que já sugere potência, a TeraWave não é apenas mais uma rede de satélites. Ela foi projetada para entregar até 6 terabits por segundo (tbps), um número que supera em muito as velocidades atuais disponíveis no mercado. Enquanto a Starlink é mais conhecida por atender milhões de consumidores comuns, a TeraWave tem um foco bem diferente: empresas grandes, governos e data centers que precisam de uma capacidade gigantesca para lidar com volumes massivos de dados. A ideia é atender cerca de 100 mil clientes ultraespecializados.

Tecnologia avançada para a rede TeraWave

Para alcançar essa performance de outro mundo, a Blue Origin planeja lançar uma constelação de 5.408 satélites. Desses, 5.280 ficarão em órbita baixa da Terra (LEO), dedicados a conexões de 144 gigabits por segundo (gbps). Os outros 128 satélites serão posicionados em órbita média (MEO) e usarão uma tecnologia avançada de lasers ópticos para transmitir dados na impressionante velocidade de 6 tbps. A implantação dessa gigantesca rede está marcada para começar no último trimestre de 2027.

O sucesso da TeraWave depende diretamente do foguete New Glenn, da própria Blue Origin. Este foguete é reutilizável, uma característica fundamental para baratear e agilizar os lançamentos, tornando-os mais frequentes. O New Glenn já mostrou sua capacidade em novembro de 2025, ao transportar sondas da NASA. Nesta missão, o foguete posicionou as naves em uma órbita de espera, de onde elas devem partir para Marte em 2026. A missão foi um sucesso, provando que a Blue Origin consegue pousar o propulsor do foguete depois do lançamento, uma tecnologia crucial para o futuro da exploração espacial.

Disputa com Starlink e o foco no mercado

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Apesar do impacto do anúncio da Blue Origin, a SpaceX de Elon Musk ainda tem uma vantagem considerável. A Starlink já conta com mais de dez mil satélites em órbita e anos de experiência em pousos verticais de foguetes, algo que a Blue Origin está aprimorando. No entanto, a empresa de Bezos aposta em uma demanda crescente por processamento de dados, impulsionada pelo 'boom' da inteligência artificial (IA). A estratégia é se posicionar como a próxima fronteira para a infraestrutura de energia e dados, ocupando um nicho de mercado de alto valor.

Para o consumidor comum, Jeff Bezos também tem planos, mas em outro projeto. A Amazon já trabalha com o Leo (antigo Project Kuiper), que foca em oferecer internet para residências, mostrando que a competição no setor é ampla.

Um canteiro de obras no espaço

E não são apenas os bilionários americanos que estão nessa corrida. Potências como a China, o Japão e a União Europeia também estão acelerando seus próprios projetos de constelações de satélites e desenvolvendo foguetes reutilizáveis. Isso significa que, em um futuro não muito distante, a órbita terrestre deve se transformar em um verdadeiro canteiro de obras tecnológicas, prometendo inovações e, claro, muita competição.

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