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Guerra de marketing de IA na China: Empresas oferecem tudo por usuários

Durante o Ano Novo Lunar, empresas chinesas de IA, como Alibaba e ByteDance, travam uma 'guerra' de marketing com brindes e prêmios para conquistar usuários em um mercado saturado.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Serviço
17 de fevereiro, 2026 · 14:37 3 min de leitura
Imagem: Sauce Reques / iStock
Imagem: Sauce Reques / iStock

O Ano Novo Lunar na China se transformou em um palco de batalha para as gigantes da Inteligência Artificial (IA). Imagine a intensidade comercial do Super Bowl nos Estados Unidos, mas com empresas de tecnologia chinesas oferecendo de tudo, desde chás borbulhantes gratuitos até o uso de robôs e carros de luxo. É uma verdadeira corrida para conquistar o público, especialmente agora que o Ano do Cavalo começou.

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Essa estratégia agressiva reflete uma crença forte entre as potências globais: quem conseguir a maior base de usuários de IA agora, mesmo que isso signifique perder dinheiro no começo, será o grande vencedor desta disputa acirrada no futuro. A China, com seus 1,4 bilhão de habitantes, já vê mais de 600 milhões de pessoas usando ferramentas de IA generativa. Isso significa que a chance de atrair novos clientes está diminuindo rapidamente, e as empresas sabem disso.

As Maiores Estratégias de Conquista

  • Alibaba: A empresa investiu mais de 430 milhões de dólares em uma campanha que distribui mimos como bubble tea (o famoso chá de bolhas) para quem faz pedidos usando o chatbot Qwen. A tática deu muito certo, com mais de 120 milhões de pedidos registrados em apenas seis dias.
  • ByteDance (dona do TikTok): Eles apostaram alto com o chatbot Doubao, sorteando 100 mil prêmios. Entre os brindes estão o uso de robôs humanoides e carros elétricos de marcas como Audi e Mercedes até o final do ano. Uma maneira e tanto de chamar a atenção!

Para usuários como Wu Weihua, um banqueiro de 34 anos de Shenzhen, na China, que ganhou uma salada grátis ao baixar o Qwen, a grande vantagem é a praticidade.

"Se o serviço for confiável e funcionar sozinho, com certeza vou usar mais para comprar passagens e mantimentos", ele contou.
Isso mostra que, além dos brindes, a conveniência é um fator decisivo para a adesão das pessoas.

Novos Modelos e Problemas

Aproveitando o feriado, as empresas não só deram presentes, mas também lançaram novas versões de seus modelos de ponta, como o Seed 2.0 e o Qwen 3.5. Esses modelos prometem raciocínio ainda mais avançado e uma melhor compreensão visual. No entanto, um crescimento tão rápido também traz desafios. A ByteDance, por exemplo, enfrenta críticas por questões de direitos autorais em seu novo modelo de geração de vídeo. Enquanto isso, outras gigantes como Tencent e Baidu também estão distribuindo dinheiro como prêmios para seus usuários, aumentando ainda mais a concorrência.

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Toda essa agressividade no marketing fez com que o governo chinês ligasse o alerta. O órgão regulador de mercado da China pediu que as empresas evitem a "involução", um termo usado para descrever uma competição tão intensa que acaba prejudicando a própria economia e o mercado.

Apesar das preocupações com a regulamentação e das acusações de métodos desleais feitas por empresas americanas como a OpenAI, o avanço da China na área de IA é inegável. Relatórios da Rand Corporation mostram que os modelos chineses agora custam entre um sexto e um quarto do valor dos modelos rivais dos Estados Unidos. Essa é uma competição com apostas muito altas, onde a inovação e o marketing andam de mãos dadas para moldar o futuro da inteligência artificial global.

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