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Grécia proíbe redes sociais para menores de 15 anos e usará aplicativo estatal para vigiar acesso

Nova lei entra em vigor em 2027 e barra inclusive acesso a sites de apostas e conteúdos adultos

Redação ChicoSabeTudoRedação · Serviço
08 de abril, 2026 · 11:40 2 min de leitura

A Grécia anunciou uma medida drástica para afastar adolescentes do vício digital: a partir de 1º de janeiro de 2027, menores de 15 anos estarão proibidos de acessar redes sociais no país. A decisão não permitirá nem mesmo a autorização dos pais, fechando qualquer brecha para que os jovens continuem utilizando plataformas como TikTok e Instagram.

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Para garantir que a lei seja cumprida, o governo grego vai obrigar a instalação de um aplicativo estatal nos celulares. Esse programa servirá para verificar a idade real do usuário e monitorar constantemente se quem está usando o aparelho é realmente quem deveria ser, funcionando como uma espécie de vigia digital nos dispositivos.

O primeiro-ministro Kyriakos Mitsotakis justificou o bloqueio apontando os danos à saúde mental, como ansiedade e distúrbios do sono causados pela comparação constante na internet. Além das redes sociais, a restrição vai bloquear o acesso desse público a sites de apostas online e conteúdos que promovam álcool e tabaco.

A estrutura legal para essa mudança deve ficar pronta até a metade de 2026. A ideia é que o país sirva de exemplo para o restante da Europa, já que o governo grego está pressionando outros países vizinhos para que adotem uma regra unificada de 'maioridade digital' em todo o continente.

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Antes de chegar a essa proibição total, a Grécia já vinha endurecendo as regras, como o banimento completo do uso de celulares dentro das escolas. Pesquisas locais mostram que a medida tem o apoio de 80% da população, que vê com preocupação o tempo excessivo que os jovens passam diante das telas.

Com essa iniciativa, a Grécia segue os passos da Austrália, que também aprovou leis rígidas recentemente. O movimento coloca os países europeus em um possível rota de colisão com as grandes empresas de tecnologia dos Estados Unidos, que lucram com o engajamento desses usuários jovens.

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