A Polícia Federal abriu inquérito para investigar uma 'trend' perigosa que se espalhou pelo TikTok. Nos vídeos, jovens simulam espancar manequins femininos como resposta a uma rejeição, sob o lema "se ela disser não".
O caso chamou a atenção do governo. O Ministério da Justiça e Segurança Pública deu um prazo de cinco dias para o TikTok Brasil detalhar quais medidas está tomando para barrar a circulação massiva desses conteúdos que pregam a violência e o ódio contra as mulheres.
A ordem é clara: a plataforma precisa explicar como funcionam seus sistemas de moderação, tanto os automáticos quanto os humanos. Além disso, o governo quer saber se os perfis que publicaram os vídeos receberam algum tipo de pagamento ou monetização pelo alcance.
Essa onda de vídeos violentos surge de comunidades online conhecidas como "machosfera", que são espaços na internet onde se espalham ideias de aversão e ódio às mulheres. A investigação foi iniciada após uma denúncia da Advocacia-Geral da União.
Em nota, o TikTok afirmou que os vídeos violam as regras da comunidade e que já vinha removendo o conteúdo antes mesmo de ser notificado pela polícia. A empresa disse que sua prioridade é manter a plataforma segura e que continua atenta para derrubar outros vídeos semelhantes.
A polêmica acontece em um momento delicado, em que o Brasil tem registrado recordes de casos de feminicídio. A investigação força uma discussão sobre a responsabilidade das redes sociais em filtrar e remover rapidamente conteúdos que podem incentivar crimes na vida real.







