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Gatos domésticos chegaram à Europa há 2 mil anos, afirma estudo

Gatos domesticados chegaram à Europa há 2 mil anos, vindos do norte da África, revelando uma história surpreendente sobre sua domesticação.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Serviço
29 de novembro, 2025 · 14:05 2 min de leitura
O homem acaricia o rosto do gato. / Crédito: LL_studio (Shutterstock)
O homem acaricia o rosto do gato. / Crédito: LL_studio (Shutterstock)

Um estudo internacional, publicado na revista Science, reescreveu a história dos gatos, revelando que os primeiros felinos domesticados chegaram à Europa há cerca de 2 mil anos. Esses animais foram introduzidos no continente a partir do norte da África, por meio de rotas comerciais no Mediterâneo.

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A pesquisa, liderada pelo paleogeneticista Claudio Ottoni, da Universidade de Roma Tor Vergata, destacou que a análise de genomas de felinos antigos e modernos contradiz teorias estabelecidas há décadas, as quais sustentavam que gatos domésticos estavam presentes na Europa desde o Neolítico, entre 6 e 7 mil anos atrás.

Através da análise do DNA nuclear de restos de gatos de 97 sítios arqueológicos, a equipe identificou que os gatos pré-históricos encontrados eram, na verdade, selvagens e não antecessores dos gatos domésticos contemporâneos. “Mostramos que os primeiros genomas de gatos domésticos na Europa surgem apenas no período imperial romano”, afirmou Ottoni.

A pesquisa também revelou que houve duas introduções de gatos no continente. A primeira, aproximadamente 2.200 anos atrás, envolveu gatos selvagens do noroeste africano que foram levados à Sardenha, estabelecendo a população selvagem atual. A segunda onda, que trouxe os gatos domésticos modernos, chegou durante a expansão do Império Romano.

“Temos que reescrever a narrativa clássica. Não foram os primeiros agricultores do Oriente Próximo que trouxeram gatos para a Europa, mas sim redes de comércio muito posteriores”, disse a arqueozoologista Bea De Cupere.
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O estudo também aponta o papel central do Egito, onde os gatos eram cultuados e mumificados, e sua presença em embarcações comerciais que cruzavam o Mediterrâneo, aproveitando-se do aumento da população de ratos provocada pelo transporte de grãos. “Os gatos provavelmente viajavam em navios graneleiros como eficientes caçadores de ratos”, comentou De Cupere. Além disso, vestígios de restos felinos em acampamentos militares romanos confirmaram que o Exército romano também contribuiu para a disseminação desses animais pelo continente.

As conclusões indicam que a história da domesticação de gatos não se limita a um único local, mas envolve múltiplas origens no norte da África. Fatores como comércio, práticas religiosas e necessidades práticas formaram um contexto propício para a expansão dos gatos. Asa analistas buscam compreender melhor como esses elementos interagiram para o sucesso da espécie.

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