Um vazamento de amônia acionou equipes do Corpo de Bombeiros na tarde desta sexta-feira, 24, em Jequié, no sudoeste da Bahia. Segundo informações divulgadas pelo portal A Tarde, o incidente ocorreu na Vila Frisuba, zona rural do município, onde fica instalado um antigo frigorífico.
Até o momento em que as equipes trabalhavam no local, não havia confirmação de pessoas no imóvel nem registro de feridos. As circunstâncias que provocaram o escape do gás também permanecem desconhecidas pelas autoridades.
Os bombeiros permaneceram no endereço até por volta das 13h50, realizando o trabalho de contenção da substância. A prioridade das equipes, em situações como essa, é isolar a área afetada e controlar a dispersão do gás antes que ele alcance pessoas ou o meio ambiente ao redor.
A amônia é um gás incolor de odor intenso e altamente tóxico. O composto é amplamente utilizado na refrigeração de frigoríficos e laticínios, muito requisitado por seu desempenho energético. Exatamente por isso, instalações industriais antigas que utilizaram o produto podem ainda conter resíduos do gás em seus sistemas, mesmo sem operação ativa.
A inalação de amônia pode causar dificuldades respiratórias, broncoespasmo, queimadura da mucosa nasal, faringe e laringe, dor no peito e edema pulmonar. A ingestão causa náusea, vômitos e inchaço nos lábios, boca e laringe. Já em contato com a pele, a amônia produz dor, eritema e vesiculação.
Causas comuns de acidentes com amônia envolvem falhas no projeto do sistema e danos aos equipamentos provocados pelo calor, corrosão ou vibração, assim como manutenção inadequada ou ausência de manutenção. No caso de Jequié, por se tratar de uma instalação antiga e aparentemente inativa, esses fatores ganham ainda mais relevância.
O problema está longe de ser isolado no Brasil. Segundo dados do Observatório de Saúde, Trabalho e Ambiente no Agronegócio (ObAgro), somente em 2025 foram contabilizados 15 acidentes com vazamento de amônia no país — o que equivale a uma média de um acidente a cada seis dias.
Em situações de vazamento, especialistas recomendam o isolamento imediato da área e orientação aos moradores do entorno. Como medida de segurança, bombeiros costumam recomendar o isolamento de 30 metros em torno da área afetada e a orientação de moradores em um raio de 200 metros sobre os riscos de exposição.
As causas do vazamento em Jequié seguem sob investigação. Novas informações devem ser divulgadas pelo Corpo de Bombeiros à medida que as equipes concluírem o trabalho de contenção e avaliação do local.







