A Folha de S. Paulo, em São Paulo, lançou uma ferramenta gratuita de inteligência artificial para corrigir redações do Enem menos de um mês antes da prova. O primeiro dia do exame estava marcado para 9 de novembro e a edição reuniu mais de 4,8 milhões de inscritos.
Por que lançar tão perto da data? A proposta era simples: oferecer correções a quem tinha dificuldade de conseguir avaliações individuais e permitir treinos com temas parecidos aos cobrados no exame.
Origem e objetivo
A plataforma foi construída a partir de exercícios do Colégio Farias Brito, instituição que ficou em primeiro lugar no desempenho do Enem de 2024. O objetivo declarado era apoiar o aperfeiçoamento da escrita e a prática de redações alinhadas ao exame.
O que a ferramenta oferecia
O sistema trouxe mais de 50 apostas de professores para o Enem de 2025 e permitia escolher entre propostas de edições anteriores ou temas enviados por docentes de várias instituições, numa tentativa de reproduzir diferentes cenários de prova.
Competências avaliadas
A avaliação acompanhava a evolução dos usuários em cinco competências, com comentários para identificar erros e fomentar a autocrítica:
- compreensão do tema;
- estrutura do texto;
- defesa do ponto de vista;
- domínio da norma culta;
- proposta de intervenção.
Como usar
O uso foi descrito como simples e rápido — cerca de 5 minutos. O passo a passo divulgado indicava:
- clicar em "Começar" na página da iniciativa;
- criar uma conta ou optar por outra forma de acesso disponível;
- selecionar a origem do tema e escolher a temática desejada;
- preencher título e texto e salvar para avaliação;
- consultar os comentários por competência.
Na aba "Desempenho", o estudante podia ver as notas atribuídas, comparar produções anteriores e identificar pontos fortes e aspectos a melhorar, segundo a apresentação da plataforma. Em comunicado, a ferramenta foi apontada como recurso de apoio e não como substituta da correção feita por professores.







